Agora só as vozes!!!

Autor: Mirella de Barros Antunes


Os vocalistas desempenham um papel muito específico na dinâmica da ministração nos cultos.
A característica principal e indispensável para o grupo vocal é a unidade, a sincronia, no plano espiritual e musical, é importante estar no mesmo espírito, no mesmo ânimo, e no mesmo ritmo.

1. Em sincronia com o Espírito

” O Espírito do senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas novas aos pobres… restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos, a apregoar o ano aceitável do Senhor, e o dia da vingança do nosso Deus, a consolar todos os tristes ” Isaías 61:1e2.

Este Espírito que habita em nós deve nos conduzir na ministração, é ele quem nos revela Jesus e vivifica a palavra cantada.(IICor. 6:3).
Precisamos ter comunhão com Ele através da oração, do estudo da Palavra, e de uma constante linguagem de louvor e ações de graças (Ef. 5: 18 a 20).
Quando estivermos em comunhão com o Espírito as maravilhas de Isaías 61 serão reais no período de louvor.

2. Em sincronia com o dirigente de louvor

Esta sincronia se dá por dois processos:
. Comunhao: sabemos que nosso tempo é precioso por isso aproveite as oportunidades de conhecer e compreender o ministro que dirige o louvor da reunião que você participa. Assuma as cargas, as expectativas, os desafios, as palavras rhema que ardem no coração dele.
Sirva-o como serviria a Jesus (Ef. 6: 5 a 8).
. Atenção: nao se desligue do dirigente de louvor no momento da ministração, siga os seus comandos como ‘Levante suas mãos!’, ‘Com palmas!’, ‘De um grito de júbilo!’, e tantos outros, não faça simplesmente o que der vontade. Nos momentos de cantar para os irmãos olhe também para o povo e durante as orações não fique poupando a voz, participe ativamente! O dirigente está ali para conduzir, então siga-o!

3. Em sincronia com o grupo vocal

Algumas pessoas dizem que é mais fácil cantar um arranjo complexo do que um bom uníssono.
O grupo vocal deve estar em unidade musical e espiritual, é neste “ambiente” que a benção de Deus repousa (Sl.133)
. No plano musical se preocupe em: Afinar os uníssonos: corrija notas, métrica, e letra.
. Timbrar as vozes: o grupo todo deve soar como se apenas uma pessoa estivesse cantando.
. Passar os arranjos: cada voz deve ser assimilada com segurança.
. Expressar a mensagem: use variações de dinâmica, reflita sobre a letra da música, tente trazer á tona a essência musical do cântico em questão.

No plano espiritual se preocupe em:
. Desenvolver amizade: procure construir um relacionamento real, fuja do caminho da superficialidade.
. Fortalecer uns aos outros: pela oração e no compartilhar da Palavra.

No momento da ministração:
. Passe os microfones: isto deve acontecer antes do louvor começar.
. Não isole: mantenha a relação com o grupo, olhe, dance junto…
. Não descubra seu irmão: se houver muitos erros resolva-os no próximo ensaio e não no intervalo entre um cântico e outro.
. Flua no Espírito: não é esta a hora de ficar se estressando com arranjos, de lugar para que a voz do Espírito seja ouvida.

Anúncios

O que é um levita?

r.gif
Autor: Anísio Renato de Andrade

DE ONDE ENTÃO VEM O CONCEITO DE “LEVITA”?

Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

De onde então vem o conceito de “levita”? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa “descendente de Levi”, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cro 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

Princípios para louvor e adoração efetivos

733992.jpg
Autor: Joe Pace


Louvor e adoração é um ministério que tem um chamado único e específico. Requer dons e habilidades especiais que são diferentes daqueles de um músico, membro de coral, vocalista, pastor e etc.O Ministro de louvor e adoração é um indivíduo chamado e ungido por Deus para ministrar em Sua Casa, liderando o povo de Deus à Sua presença.

Liderar louvor e adoração podem ser uma das tarefas mais difíceis dentro de uma igreja. Imagine liderar toda uma congregação (lembre-se que alguns estão cansados, doentes, machucados, teimosos, preguiçosos, não são fáceis de ensinar e etc) na presença do Todo-poderoso Deus, em ambos os níveis individuais e congregacionais. Não preciso dizer que é uma tarefa extremamente difícil! Por isso você precisa ser especificamente chamado e ungido para este ministério.

Lembre-se, o momento de louvor e adoração deve ser uma parte ativa, participatória e integral do culto. A congregação não deve ser um espectador, mas deve se tornar um participante ativo.

Abaixo darei uma breve compilação de alguns princípios que eu selecionei e separei em anos de experiências no ministério de louvor e adoração. Eu oro para que estas ferramentas possam reforçar mais e mais o seu ministério de louvor.

As três funções do líder de louvor:

1. Liderar toda a congregação até a presença de Deus
A congregação necessita de ter um encontro sobrenatural com o Pai em todos os cultos.

2. Coordenar e dar cobertura ao grupo de louvor e aos músicos
Tenha certeza de ter um conhecimento básico de música e do ministério dos cantores e músicos que trabalham com você. Quando você está liderando adoração, você é responsável pelo que está acontecendo musicalmente no palco.

3. Preparar a congregação para o tempo de palavra
Tenha certeza de estar em sintonia com a liderança da igreja. Entenda a direção que Deus está dando à sua igreja através da visão do pastor.

A atitude de um líder de louvor

1. Seja entusiasta e positivo. Soria! Deixe seu rosto refletir a Glória e alegria de Deus. Se você não fizer isso, a congregação não fará também.
2. Esteja no comando. Não seja muito tímido. Dê direções firmes. Lembre-se, insegurança destrói a criatividade.
3. Lidere pelo exemplo. Você deve ser o exemplo para um envolvimento mais ativo (aplauda, dê brados, levante as mãos, etc).
4. Seja um encorajador e um exortador. Não pregue! Apenas encorage.
5. Você deve adorar junto com a congregação.

A preparação do líder de louvor

1. Santifique-se;
2. Espere a direção do Senhor;
3. Sustância e exatidão, uma lista categorizada de músicas;
4. Ensaie, ensaie e ensaie!

Pontos práticos para o líder de louvor

1. Conheça seus músicos, cantores e/ou trilhas.

* – Ensaie com os músicos e cantores;
* – Crie sinais com as mãos para que eles possam te seguir.

2. Mudanças no tempo da música.

3. Modulações e novos tons.

4. Direções entre as músicas (repetições de coro e etc).

5. Mudanças na intensidade.

6. Transições entre as músicas.
– Escolha as músicas (com tons apropriados) antes do culto.

7. Não gaste muito tempo falando
– Encoraje o povo enquanto eles adoram (Não assuma que todos sabem o que está acontecendo)
– Você pode facilmente quebrar o fluir durante a adoração falando demais.
– Não bata na cabeça da congregação! Se alguma correção ou exortação precisa ser dada, isto deve ser feito pelo pastor, não por você.

8. Escolha suas músicas com cuidado

* – Atente para desenvolver e completar algo na adoração. Veja a adoração num âmbito geral.
* – Tome cuidado com temas, andamento e mudanças de tom (algumas músicas não podem ser ligadas!).
* – Mantenha um fluir entre as músicas. Não pare tudo depois de cada música. Aprenda medleys ou escolha músicas que possam ser interligadas (musicalmente e espiritualmente)
* – Você está cantando num tom que é confortável para você, mas que não é confortável para a congregação?
* – Músicas de adoração normalmente precisam ser cantadas em tons mais baixos do que músicas de louvor.
* – Não escolha músicas que tem um grande número de palavras e versos para a congregação cantar, ou que tenha grandes “solos”. Você somente irá perder a congregação e eles não irão participar da adoração.
* – Escolha mais músicas do que você precisa (esteja preparado para surpresas)

9. Conheça sua música

* – Não ensaie com a congregação.
* – Não cante músicas com as quais você não está familiarizado! Isto apenas traz confusão e dificulta para a congregação se focar em Deus.
* – Esteja preparado!

10. Dê direcionamentos firmes

* – Você PRECISA liderar. Não a congregação, não o coro, não o grupo de louvor ou os músicos. VOCÊ tem que liderar!
* – Sempre lidere com sua voz. Não fique assustado com a primeira nota e permaneça na melodia o máximo que for possível.
* – Dê direções claras. As pessoas respondem melhor quando eles sabem o que é esperado deles. Seja o que você quer que eles sejam.
* – Esteja um pouquinho à frente dos versos ou coros do louvor e adoração que você está cantando. Algumas vezes, em músicas novas, é bom até falar os versos antes para que a congregação saiba o que está por vir. Você deve liderar com sua voz.
* – Tenha certeza que você está liderando as pessoas para o Senhor e não para você. Lidere de uma maneira que não atraia a atenção para você.
* – Abra os olhos! Mantenha contato visual.

11. Esteja sensível ao fluir e ao timing do Espírito Santo.

* – Não tenha medo de cantar uma estrofe ou um coro várias vezes
* – Não tenha medo do silêncio (Existem diferentes ondas de adoração)
* – Saiba quando uma música já foi cantada o suficiente! Pare!
* – Não se apresse. Dê tempo para o Espírito Santo se mover.
* – Você precisa estar preparado e sensível para o Espírito Santo. Estes dois não são mutuamente exclusivos.
* – Nunca coloque Deus numa caixinha. Ele pode querer fazer algo completamente diferente do que você planejou. (Você pode cantar apenas uma música por todo o período de louvor e adoração! Esteja aberto para isso).
* – Sempre mantenha um olho no pastor. Ele/ela saberão quando algumas coisas estão em ordem e quando não estão.
* – Não tenha medo de mudar a estrutura da música. Talvez permitindo que só as mulheres cantem uma estrofe ou só os homens cantem o coro ou, então, que a congregação cante a capela algumas vezes.
* – Não fique tão “perdido no Espírito” de maneira que você esteja alheio ao que está acontecendo em volta de você.

“Meus filhos não sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para estarem diante dEle, para servi-lO e você deve ministrar a Ele e queimar incenso”. 2 Cr 29:11

Ministrando a Deus ou aos homens?

ss14078.jpg

Autor: Ramon Tessmann


“…servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens…” (Efésios 6:7).

As dificuldades que um dirigente de louvor confronta enquanto está conduzindo o povo na adoração congregacional são inúmeras. Dentre as mais corriqueiras e mais discutidas entre os líderes e dirigentes está à excessiva preocupação com a aprovação e agrado dos homens no que diz respeito a sua performance. Na verdade, alguns expõem que a dificuldade está no fato de que nos prendemos demais naquilo que nossos olhos enxergam (o povo, o homem) e esquecemos de adorar “em espírito e em verdade” (ou seja, não dirigimos o louvor a Deus, mas ao povo).

Percebo que muitos dirigentes estão com o coração aflito por causa deste problema. Eles estão com a consciência pesada, pois sabem que durante o culto se esquecem (involuntariamente) dAquele que deveria ser o centro de todas as atenções. Alguns já me confessaram totalmente contristados: “Irmão, me ajuda porque eu não consigo me concentrar em Deus, estou muito preocupado com as pessoas!”.

Há algum tempo atrás enfrentei este problema. Sentia-me culpado porque media o sucesso da minha direção na resposta, no “feedback” da igreja. Se eu percebia que o louvor estava fluindo e os irmãos estavam cantando conosco com toda a avidez então concluía que Deus estava “aceitando” a adoração. Se nalgum dia a igreja não estivesse disposta a cantar, então era porque Deus não queria ser louvado, não era dia de louvor, ou seja, os ares espirituais estavam muito tenebrosos (que triste conclusão!).

É um erro pensar que as músicas que agradam as pessoas, são as mesmas músicas que agradam a Deus e são as mesmas que Ele quer ouvir no mesmo momento em que as pessoas querem ouvir. Às vezes, pecamos ao pensar que Deus é apenas mais um na platéia, que a opinião de Deus tem o mesmo peso que a opinião do irmão José. A voz do povo não é a voz de Deus! O povo é o povo e Deus é Deus!

Muitas vezes já falei coisas durante o culto que desagradaram a homens, mas agradaram a Deus. Por outro lado, já falei palavras e cantei músicas para agradar a homens e acabei desagradando a Deus (e por isso me arrependo profundamente). Alguém poderia perguntar: “Então quer dizer que só tenho que cantar e ministrar palavras que desagradam os homens, para agradar a Deus?”. Naturalmente, não. Haverá momentos que o que Deus quer falar vai agradar os homens, vai levar o povo à presença dEle. E aí haverá a tão desejada fluência no louvor, porque a vontade de Deus vai ser valorizada, vai ter peso. Já foi dito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).

O que quero trazer à luz neste artigo é que os dirigentes de louvor devem estar mais preocupados com Deus e sua vontade do que com o que o povo vai pensar ou falar de sua performance. Assim os dirigentes podem ficar mais descansados e em paz, pois fazer a vontade de Deus é infinitamente melhor do que fazer a vontade dos homens. Prefiro ser avaliado e julgado por Deus do que pelos homens. Então, meu irmão, descanse em Deus e se preocupe em ministrar a Ele. Deus é misericordioso, já o povo não tem piedade (Marcos 15:14). Procure agradar a Deus. Quanto aos homens… bem, prepare-se… algumas vezes haverá críticas, insatisfação, desagrados, julgamentos e condenações. Quanto a Deus… Ele estará sorrindo para você!