A PREPARAÇÃO DOS MÚSICOS

 

 

 

 

E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” –II Timóteo 2:2.
O Senhor Jesus falou aos seus discípulos a respeito de uma grande ceara, e a necessidade de ceifeiros para nela trabalharem. Na mesma ocasião, o Senhor os encoraja a orarem para que Deus envie ceifeiros (Mt 9:37). A obra de Deus sempre teve carência de homens qualificados para o serviço.

Infelizmente, a educação cristã dos nossos dias tem produzido uma geração de homens com pouca disposição para o serviço, porém, bastante preocupados com as vantagens da vida cristã. São raros os casos de pessoas realmente talentosas vivendo sob o senhorio de Cristo, totalmente entregues a uma vida de serviço que de fato glorifica a Deus.

Na área de música e louvor, temos o mesmo problema. Há um bom número de músicos hábeis, porém com visão e motivação erradas. Às vezes bem intencionadas, mas sem maturidade e conteúdo.

Tal situação resulta de uma herança cultural evangélica que ao longo dos anos ofereceu uma forma de culto baseada numa liturgia fria, pouco criativa e, na maioria dos casos, divorciada do elemento chave de um culto: a unção do Espírito.

O apóstolo Paulo nos ensina que o Senhor deixou-nos o exemplo para que sigamos as suas pisadas – “Para isto fostes chamados, porque também Cristo padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (I Pe 2:21). Jesus é o servo por excelência e o seu ministério público teve início a partir do momento em que foi cheio do Espírito (Lc 4:1, 14-18).

Mesmo sendo Senhor, Jesus precisou da unção do Espírito. Entretanto, alguns obreiros e músicos ousam realizar o “seu ministério” sem o menor preparo. Tal fator tem provocado prejuízo e desordem no meio evangélico.

Nosso Deus tem algo melhor para nós e a cada dia Ele quer que desfrutemos das riquezas herdadas por meio de Jesus (Ef 1:18).

Vamos observar alguns princípios importantes na área de música e louvor que devemos praticar para que possamos nos tornar músicos mais preparados para atuar na obra de Deus:

1- O músico e a Palavra

O fator preponderante na vida do músico é a sua relação com a Palavra de Deus e o Deus da Palavra (Sl 119:7, 97, 111, 140 e 164). O músico precisa ter a consciência de que a Palavra de Deus é o instrumento divino que o torna apto para o ministério (II Tm 2:15). Ele precisa saber que o ministério de música é o ministério da Palavra cantada (Sl 119:54; 138:4).

Os levitas eram aptos porque eram homens da Palavra, profetizavam com seus instrumentos, tinham revelação da Palavra e visão da glória de Deus. Normalmente, quando ministravam, a glória do Senhor enchia a Sua casa (II Cr 5:13-14).

2- Ouvir a voz de Deus

O músico deve se exercitar no “ouvir” a voz de Deus através da Palavra (Dt 13:4; Sl 143:8; Is 48:17-18).

3- A Palavra “Rhema”

É necessário também que ele tenha a experiência de receber “rhemas”, na medida em que está abastecido de “logos” (Sl 119:25; 143:8b). Seu cantar e seu tocar devem ser resultado dessas experiências (Jr 23:18, 21-22).

4- A questão da Técnica

Seu aprimoramento técnico e a qualidade de seu trabalho estão condicionados a sua natureza de justo (Sl 33:1-3).

Conclusão

Não podemos e nem precisamos repetir os erros cometidos no passado e até mesmo no presente. Desse modo, se não queremos errar, devemos imitar o Senhor Jesus, que sendo cheio do Espírito, jejuava e orava intensamente – “Naqueles dias subiu ao monte a fim de orar, e passou a noite em oração a Deus” (Lc 6:12).

Este é o caminho para uma vida frutífera que nos garante sensibilidade, dependência de Deus, fé, unção, inspiração, criatividade, crescimento e muito mais.

Vamos colocar a nossa musicalidade, composições, dons e talentos a serviço do reino de Deus!

Deus abençoe!

Autor: Ronaldo Bezerra

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Ministração de Louvor no Culto

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O valor do culto – Mt. 4:10
O momento do culto é o momento da grande celebração ao Senhor. É quando a congregação se reúne para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais. Para ministrarmos diante do Senhor e da congregação precisamos ser eficientes e sensíveis.

Preparação dos ministros – II Tm. 2:15
– Aspecto espiritual – é necessário oração e leitura bíblica diariamente; um jejum semanal; oração e compartilhamento entre o grupo.
– Aspecto musical – é preciso realizar ensaios para que haja entrosamento (iniciar com um texto bíblico e oração).
Ter uma lista definida de cânticos; quando forem novos, providenciar cifras.
Manter a ordem no ensaio evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas que são verdadeiros “ladrões de unção”.
É necessário total concentração durante o ensaio; estar atento às orientações, arranjos, rítmica, métricas, etc.
O tempo do ensaio deve ser também um tempo de ministração.

Repertório – Sl. 96:1
Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente. Cantar o mesmo cântico em todos os cultos pode se tornar cansativo e enfadonho, e as pessoas acabam cantando apenas com a mente.
– Elaborar um repertório adequado ao tipo de reunião, ex: reunião de jovens, evangelismo, ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd, por exemplo;
– Elaborar um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor); Dependendo do tempo dado à ministração dos cânticos não será necessário uma lista extensa de músicas. Estar sensível e atento a isso, e como no tópico anterior, diferenciar o tipo de programação;
– É importante que o período de louvor seja iniciado com cânticos de celebração e de guerra, seguidos de cânticos de adoração. Existe um protocolo, uma ordem para entrarmos na presença de Deus – Sl. 100. Observe:
Acões de Graças (Portas) – Gratidão.
Louvor (Átrios) – Alegria, gritos, música sobre os feitos poderosos de Deus, quem Ele é e o que faz.
Adoração (Lugar santíssimo) – intimidade com Deus, músicas para Ele. Isso pode mudar segundo a orientação do Espírito Santo, mas é necessário ter uma ordem na sequência dos cânticos. Seja sensível!!!

O dirigente – II Cr. 29:27-30
O rei Ezequias estava a frente representando a liderança principal. Os líderes devem ir a frente e ensinar os seus músicos a profetizar!
O dirigente tem uma função importante no processo de culto coletivo. É responsável em conduzir a congregação na adoração ao Senhor. Para isso precisa estar consciente da sua missão e devidamente preparado. Vejamos alguns princípios que facilitarão sua tarefa:

– Dependência do Espírito – antes de tudo, buscar essa dependência geral, total e irrestrita, entendendo que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa na congregação, e dá ao dirigente as diretrizes da reunião – Rm. 8:26-27. Cuidado para não manipular as pessoas!
– Abertura do culto – o dirigente deve tratar o povo com amabilidade, encorajando-o com uma promessa da Palavra, tomar cuidado com a maneira de falar, não ser grosseiro, indelicado, etc. Esse primeiro contato é a chave para o desenvolvimento de uma ministração abençoada e abençoadora.
– Devemos evitar – vícios de palavras, erros de português, “pregações” durante o louvor, interromper a ministração para “ler a Bíblia”, deixar o povo em pé por muito tempo, vestimenta inadequada, tipo roupa justa, transparente, cores chamativas, etc. Lembre-se que o louvor não é para o homem, mas para Deus! As pessoas devem olhar para Ele! Estar atento à aparência – cabelos penteados, dentes escovados, usar desodorante, perfume, etc.
– Sensibilidade – estar atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explorar um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente. Flua!!! A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino. Evitar deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.
– Expressão – está também ligada à inspiração que nasce do nosso tempo diário com o Senhor. A pessoa inspirada tem expressão! A principal fonte de inspiração é a Palavra de Deus. Quanto mais Palavra eu tiver mais inspirado serei. Ao meditar naquilo que canto, o resultado será uma expressão real de vida, que contagiará toda a congregação. Precisamos aprender a meditar naquilo que cantamos para termos uma expresão condizente com a música ministrada. Lembre-se, existem cânticos para Deus de louvor e adoração, cânticos que cantamos uns para os outros, cânticos evangelísticos, etc.

Os músicos – Sl. 33:3
– Expressão – vale para os músicos os mesmos princípios aplicáveis ao dirigente na questão da expressão. Os músicos também têm um papel fundamental no louvor, principalmente o de profetizar com seus instrumentos – II Rs. 3:15.
– Precisam se exercitar nisto em casa, nos ensaios, nos cultos, dando total importância a esse desafio, aprofundando-o cada vez mais – I Cr. 25:1.
– Disciplina – é fruto de maturidade musical. O músico maduro tem conhecimento de suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Por exemplo: chega nos horários marcados, tem cuidado com os equipamentos da igreja, nos ensaios obedece os arranjos apresentados, controla o volume do seu instrumento, nos ensaios e antes de começar o culto, não “desperdiça” unção tocando “outras músicas” (Altar no A.T. era usado para sacrifício. “Palco” é diferente de “altar”), quando o arranjo pede um solo, toca somente o necessário sem se exceder, procura estar em sintonia com tudo o que acontece durante o louvor, ou seja, não é um “alienígena” em cima do púlpito (o não se exceder também se aplica ao grupo vocal).
– Inspiração – a exemplo do dirigente, o músico sempre deve estar inspirado – I Sm. 18:10. O músico inspirado está sempre pronto à participar inclusive com cânticos espirituais (vale para o backing vocal também).

Equipe de Dança
– Sl. 150:1-6; 30:11,12 É uma das maneiras de como podemos expressar o louvor e adoração a Deus.
– Expressão – É importante a expressão facial e corporal, e deve ser condizente com a música que está sendo ministrada.
– Roupas – Estar sempre atento para não chamar à atenção das pessoas. Ser prudente!
– Técnica e estilo – Os que lideram o grupo devem conhecer vários estilos (balé, street dance, etc), lembrando que cada estilo deve ser coerente ao tipo de música. O sincronismo entre o grupo é um fator muito importante.
– OBS: Tomar cuidado para não tornar a dança sensual.

Observando esses princípios básicos estaremos cooperando com o propósito do Pai e seremos grandemente abençoados.

 

Autor: Pr. Adhemar de Campos