Música Gospel: Padrões de Deus ou padrão do mundo?

Autor: Ronaldo Bezerra
Observando o que está acontecendo no meio evangélico, podemos perceber que a fé cristã está sendo trocada sutilmente por alguma moda que tenha um colorido cristão e o nome gospel. Na música gospel é onde temos percebido mais estas coisas de que estamos falando. São os grandes shows, a tietagem, faixas com o nome do cantor ou da banda, botons, cantores e bandas que só se apresentam sob cachês extremamente exagerados, são conhecidos como os “pop stars” evangélicos. Esses e outros modismos têm distraído a atenção de jovens, adolescentes e adultos para que não percebam que estão deixando de pregar e viver o real evangelho e então, descubram que estão abraçando valores carnais e mundanos.

Desde que surgiu nos EUA, décadas atrás, através dos negros americanos convertidos ao evangelho de Cristo, a música gospel vem passando por uma grande transformação rítmica e tecnológica. Estúdios modernos e arranjos sofisticados, cantores e músicos aperfeiçoam suas técnicas, mas infelizmente grande parte dessas pessoas estão deixando de lado o principal, o verdadeiro louvor e a mais sincera adoração à Deus. “Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” – Jo 4:24. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos à Deus, sempre, sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” – Hb 13:15.

Esqueceram-se de Jesus e procuram o reconhecimento e a exaltação do público que os ouvem. Alguns querem alcançar o público secular para vender seus discos com a desculpa de “pregar o evangelho ao mundo”, mas omitem Jesus em suas músicas. Alguém precisa lembrá-los que a fé vem pelo ouvir, ou seja, pela pregação da palavra de Cristo. “E assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” – Rm 10:17. Se eles não pregarem a palavra de Cristo, de onde surgirá a fé? Esses artistas do Gospel ignoram que a música é apenas um meio utilizado para conduzirmos o evangelho à mente e ao coração daqueles que não conhecem a salvação em Jesus Cristo.

É triste ir a uma apresentação de um cantor ou banda gospel e presenciar o público exaltar os mesmos com gritos do tipo “Ô ZZZ cadê você, eu vim aqui só pra te ver”. Mais triste ainda, é ver os cantores e bandas aceitando esses louvores. Deveriam exortar o público a enxergar quem é o único que é digno de todo o louvor. “…o louvor, e a glória, e a sabedoria, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” – Ap 7:12.

Para agravar ainda mais a situação, gravadoras e emissoras de rádio praticam uma corrida sem limites em busca do dinheiro. Nos EUA algumas das maiores gravadoras de música gospel são segmentos das grandes gravadoras seculares (elas visam apenas os lucros financeiros).

No Brasil, emissoras de rádio brigam umas com as outras em busca de audiência e a conquista de uma importante fatia do mercado musical. Uma gravadora tenta, em sua própria rádio, omitir o que as outras tocam.

Eventos de mídia são realizados com o intuito de premiarem o melhor cantor, a melhor música, a melhor banda, o melhor vídeo clip… tudo isso perde o sentido quando voltamos a nossa atenção para Jesus e seus ensinamentos. Se o fim de todas essas coisas for o dinheiro, isso chama-se AVAREZA!
“Então, lhes recomendou: tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer AVAREZA; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” – Lc 12:15.
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo malígno e a AVAREZA, que é idolatria… ” – Cl 3:5.
“Seja a vossa vida sem AVAREZA…” – Hb 13:5.

Se o fim de tudo isso for a exaltação do homem, isso chama-se VANGLÓRIA. “Não nos deixemos possuir de VANGLÓRIA, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” – Gl 5:26.
“Nada façais por partidarismo ou VANGLÓRIA, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” – Fl 2:3.

Graças a Deus, ainda existem cantores e bandas que conhecem o verdadeiro sentido do louvor e adoração através da música. Esses dão um verdadeiro testemunho de vida santificada através de letras musicadas.

Se você, de alguma maneira, está envolvido com a música gospel, procure manter distância dos padrões ensinados pelo “mundo” e, busque os padrões de Deus. “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo” – Fl 1:6.

Deus te abençoe!

Agora só as vozes!!!

Autor: Mirella de Barros Antunes


Os vocalistas desempenham um papel muito específico na dinâmica da ministração nos cultos.
A característica principal e indispensável para o grupo vocal é a unidade, a sincronia, no plano espiritual e musical, é importante estar no mesmo espírito, no mesmo ânimo, e no mesmo ritmo.

1. Em sincronia com o Espírito

” O Espírito do senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas novas aos pobres… restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos, a apregoar o ano aceitável do Senhor, e o dia da vingança do nosso Deus, a consolar todos os tristes ” Isaías 61:1e2.

Este Espírito que habita em nós deve nos conduzir na ministração, é ele quem nos revela Jesus e vivifica a palavra cantada.(IICor. 6:3).
Precisamos ter comunhão com Ele através da oração, do estudo da Palavra, e de uma constante linguagem de louvor e ações de graças (Ef. 5: 18 a 20).
Quando estivermos em comunhão com o Espírito as maravilhas de Isaías 61 serão reais no período de louvor.

2. Em sincronia com o dirigente de louvor

Esta sincronia se dá por dois processos:
. Comunhao: sabemos que nosso tempo é precioso por isso aproveite as oportunidades de conhecer e compreender o ministro que dirige o louvor da reunião que você participa. Assuma as cargas, as expectativas, os desafios, as palavras rhema que ardem no coração dele.
Sirva-o como serviria a Jesus (Ef. 6: 5 a 8).
. Atenção: nao se desligue do dirigente de louvor no momento da ministração, siga os seus comandos como ‘Levante suas mãos!’, ‘Com palmas!’, ‘De um grito de júbilo!’, e tantos outros, não faça simplesmente o que der vontade. Nos momentos de cantar para os irmãos olhe também para o povo e durante as orações não fique poupando a voz, participe ativamente! O dirigente está ali para conduzir, então siga-o!

3. Em sincronia com o grupo vocal

Algumas pessoas dizem que é mais fácil cantar um arranjo complexo do que um bom uníssono.
O grupo vocal deve estar em unidade musical e espiritual, é neste “ambiente” que a benção de Deus repousa (Sl.133)
. No plano musical se preocupe em: Afinar os uníssonos: corrija notas, métrica, e letra.
. Timbrar as vozes: o grupo todo deve soar como se apenas uma pessoa estivesse cantando.
. Passar os arranjos: cada voz deve ser assimilada com segurança.
. Expressar a mensagem: use variações de dinâmica, reflita sobre a letra da música, tente trazer á tona a essência musical do cântico em questão.

No plano espiritual se preocupe em:
. Desenvolver amizade: procure construir um relacionamento real, fuja do caminho da superficialidade.
. Fortalecer uns aos outros: pela oração e no compartilhar da Palavra.

No momento da ministração:
. Passe os microfones: isto deve acontecer antes do louvor começar.
. Não isole: mantenha a relação com o grupo, olhe, dance junto…
. Não descubra seu irmão: se houver muitos erros resolva-os no próximo ensaio e não no intervalo entre um cântico e outro.
. Flua no Espírito: não é esta a hora de ficar se estressando com arranjos, de lugar para que a voz do Espírito seja ouvida.

Ministração de Louvor no Culto

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O valor do culto – Mt. 4:10
O momento do culto é o momento da grande celebração ao Senhor. É quando a congregação se reúne para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais. Para ministrarmos diante do Senhor e da congregação precisamos ser eficientes e sensíveis.

Preparação dos ministros – II Tm. 2:15
- Aspecto espiritual – é necessário oração e leitura bíblica diariamente; um jejum semanal; oração e compartilhamento entre o grupo.
- Aspecto musical – é preciso realizar ensaios para que haja entrosamento (iniciar com um texto bíblico e oração).
Ter uma lista definida de cânticos; quando forem novos, providenciar cifras.
Manter a ordem no ensaio evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas que são verdadeiros “ladrões de unção”.
É necessário total concentração durante o ensaio; estar atento às orientações, arranjos, rítmica, métricas, etc.
O tempo do ensaio deve ser também um tempo de ministração.

Repertório – Sl. 96:1
Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente. Cantar o mesmo cântico em todos os cultos pode se tornar cansativo e enfadonho, e as pessoas acabam cantando apenas com a mente.
- Elaborar um repertório adequado ao tipo de reunião, ex: reunião de jovens, evangelismo, ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd, por exemplo;
- Elaborar um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor); Dependendo do tempo dado à ministração dos cânticos não será necessário uma lista extensa de músicas. Estar sensível e atento a isso, e como no tópico anterior, diferenciar o tipo de programação;
- É importante que o período de louvor seja iniciado com cânticos de celebração e de guerra, seguidos de cânticos de adoração. Existe um protocolo, uma ordem para entrarmos na presença de Deus – Sl. 100. Observe:
Acões de Graças (Portas) – Gratidão.
Louvor (Átrios) – Alegria, gritos, música sobre os feitos poderosos de Deus, quem Ele é e o que faz.
Adoração (Lugar santíssimo) – intimidade com Deus, músicas para Ele. Isso pode mudar segundo a orientação do Espírito Santo, mas é necessário ter uma ordem na sequência dos cânticos. Seja sensível!!!

O dirigente – II Cr. 29:27-30
O rei Ezequias estava a frente representando a liderança principal. Os líderes devem ir a frente e ensinar os seus músicos a profetizar!
O dirigente tem uma função importante no processo de culto coletivo. É responsável em conduzir a congregação na adoração ao Senhor. Para isso precisa estar consciente da sua missão e devidamente preparado. Vejamos alguns princípios que facilitarão sua tarefa:

- Dependência do Espírito – antes de tudo, buscar essa dependência geral, total e irrestrita, entendendo que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa na congregação, e dá ao dirigente as diretrizes da reunião – Rm. 8:26-27. Cuidado para não manipular as pessoas!
- Abertura do culto – o dirigente deve tratar o povo com amabilidade, encorajando-o com uma promessa da Palavra, tomar cuidado com a maneira de falar, não ser grosseiro, indelicado, etc. Esse primeiro contato é a chave para o desenvolvimento de uma ministração abençoada e abençoadora.
- Devemos evitar – vícios de palavras, erros de português, “pregações” durante o louvor, interromper a ministração para “ler a Bíblia”, deixar o povo em pé por muito tempo, vestimenta inadequada, tipo roupa justa, transparente, cores chamativas, etc. Lembre-se que o louvor não é para o homem, mas para Deus! As pessoas devem olhar para Ele! Estar atento à aparência – cabelos penteados, dentes escovados, usar desodorante, perfume, etc.
- Sensibilidade – estar atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explorar um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente. Flua!!! A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino. Evitar deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.
- Expressão – está também ligada à inspiração que nasce do nosso tempo diário com o Senhor. A pessoa inspirada tem expressão! A principal fonte de inspiração é a Palavra de Deus. Quanto mais Palavra eu tiver mais inspirado serei. Ao meditar naquilo que canto, o resultado será uma expressão real de vida, que contagiará toda a congregação. Precisamos aprender a meditar naquilo que cantamos para termos uma expresão condizente com a música ministrada. Lembre-se, existem cânticos para Deus de louvor e adoração, cânticos que cantamos uns para os outros, cânticos evangelísticos, etc.

Os músicos – Sl. 33:3
- Expressão – vale para os músicos os mesmos princípios aplicáveis ao dirigente na questão da expressão. Os músicos também têm um papel fundamental no louvor, principalmente o de profetizar com seus instrumentos – II Rs. 3:15.
- Precisam se exercitar nisto em casa, nos ensaios, nos cultos, dando total importância a esse desafio, aprofundando-o cada vez mais – I Cr. 25:1.
- Disciplina – é fruto de maturidade musical. O músico maduro tem conhecimento de suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Por exemplo: chega nos horários marcados, tem cuidado com os equipamentos da igreja, nos ensaios obedece os arranjos apresentados, controla o volume do seu instrumento, nos ensaios e antes de começar o culto, não “desperdiça” unção tocando “outras músicas” (Altar no A.T. era usado para sacrifício. “Palco” é diferente de “altar”), quando o arranjo pede um solo, toca somente o necessário sem se exceder, procura estar em sintonia com tudo o que acontece durante o louvor, ou seja, não é um “alienígena” em cima do púlpito (o não se exceder também se aplica ao grupo vocal).
- Inspiração – a exemplo do dirigente, o músico sempre deve estar inspirado – I Sm. 18:10. O músico inspirado está sempre pronto à participar inclusive com cânticos espirituais (vale para o backing vocal também).

Equipe de Dança
– Sl. 150:1-6; 30:11,12 É uma das maneiras de como podemos expressar o louvor e adoração a Deus.
- Expressão – É importante a expressão facial e corporal, e deve ser condizente com a música que está sendo ministrada.
- Roupas – Estar sempre atento para não chamar à atenção das pessoas. Ser prudente!
- Técnica e estilo – Os que lideram o grupo devem conhecer vários estilos (balé, street dance, etc), lembrando que cada estilo deve ser coerente ao tipo de música. O sincronismo entre o grupo é um fator muito importante.
- OBS: Tomar cuidado para não tornar a dança sensual.

Observando esses princípios básicos estaremos cooperando com o propósito do Pai e seremos grandemente abençoados.

 

Autor: Pr. Adhemar de Campos

 

MC CRÉU – MAIS AGORA É MC CÉU???

Nunca imaginei que alguém poderia fazer isso! rsrsrsrsrs Já ouvi várias musicas do mundo secular sendo interpretadas por cristãos com a letra adaptada no intuito de falar de Jesus, mais essa me deixou espantado!

Confesso que achei interessante tamanha criatividade. Se eu fosse criar uma nova categoria no blog para este post seria “Humor”, pensei nisso, no entanto vou deixar como está devido ser muito interessante; não acha? rsrsrsrsrs

Sou músico e ministro de louvor na igreja onde congrego, particularmente acho que não precisamos fazer isso, estou falando de usar, principalmente esse tipo de música, para falar de Jesus. Deus nos nos capacitou para compor novas canções assim como está escrito em Salmos 91:1 ” CANTAI ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR toda a terra”.

Assiste a este vídeo e depois me fala o que você achou. Parece engraçado!!! e até que é kkkkkkkkkkkkkkkkk

Quer saber de uma coisa? Para ir ao “Céu” não precisamos nos inspirar no “Créu”.

Organizando o ministério de louvor

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Autor:  Raquel Emerick

Infelizmente no meio evangélica, encontramos muitas vezes pessoas extremamente talentosas, mas raramente encontramos excelentes líderes. Precisamos de organização, planejamento, estrutura e estratégias para que um determinado departamento cresça dentro da esfera da igreja local. Este é o segredo. A chave do sucesso de amanhã é planejar e executar, de maneira excelente, o trabalho de hoje.

Por isso, nestes próximos parágrafos estarei passando algumas dicas sobre como organizar as coisas dentro do ministério de música da igreja na qual você é membro. É claro que são somente dicas e não procurei esgotar o assunto. Afinal de contas, cada igreja possui a sua realidade e a melhor maneira para que tudo funcione. Não podemos criar uma simples forma e esperar que ela funcione em todas elas. Mas creio que as dicas que se seguem servirão como ponta-pé inicial.

1) Tenha em mente que o propósito da Organização é a eficiência e eficácia. Não tenha medo de organizar. Não tenha medo de estruturar. Quando há desorganização, há desperdício de recursos e desperdício também de tempo.

2) Estabeleça prioridades. Há um pensamento que foi escrito há vários anos, que diz: “Há somente duas coisas difíceis ao ser humano: A primeira é fazer as coisas em ordem de importância. A segunda é continuar fazendo as coisas em ordem de importância”.

3) Permita uma certa quantia de tempo e recursos para imprevistos. Imprevistos acontecem, mesmo com as pessoas mais precavidas e organizadas.

4) Trabalhe com um projeto de cada vez

a. Faça uma lista dos sonhos, o do que precisa ser feito

b. Priorize de acordo com importância

c. Organize cada projeto

d. Trabalhe em um de cada vez

Para ser um líder eficaz, você precisa desenvolver organização. Não há para onde fugir. Deus pode te usar muito mais quando você planeja, estrutura, cria estratégias e ainda assim consegue confiar no Senhor e deixar que Ele mude.

Sabe de uma coisa? Vejo muitos ministros de louvor que possuem muito da unção de Deus, mas são muito desorganizados. E precisamos desenvolver este lado também, afinal de contas, quando fazemos as coisas de qualquer forma, não estamos sendo bons mordomos daquilo que o Senhor nos deu. Temos que cuidar do que está em nossas mãos com todo o empenho, pois é para o Senhor, e Ele merece o melhor!

· Os Benefícios da Organização

1) Reduz a margem de erro

2) Simplifica o que é difícil

3) É um sinal de quem busca sabedoria (Salomão é nosso exemplo)

O Deus que nós servimos é um Deus de organização. Precisamos aprender com Ele. Sabe, amados, eu era uma pessoa bem desorganizada, e um dia o Senhor me corrigiu, e começou a trabalhar este aspecto dentro de mim. Um determinado dia Ele me disse: “Olha, filha, você ora dizendo que quer ser como Jesus, e sabe de uma coisa? Esta é uma área em que vamos ter que trabalhar um pouco mais!” Para mim foi um pouco estranho, mas comecei a ver na Bíblia o quanto Deus é organizado! Desde a criação – onde Deus separou um dia para criar cada coisa, até a vida de Jesus e as revelações que encontramos em Apocalispe – podemos ver como o Senhor preza por estratégia, planejamento, organização e criatividade. Eu e você podemos aprender do Senhor e aplicar em nossas igrejas, os princípios que vemos na própria Palavra. Estou certa de que quando você fizer isto, verá a diferença que isso gera, pois a organização é uma das facetas do caráter do Nosso Senhor Jesus!

Espero te-lo ajudado. Seja abençoado neste dia!

A serviço do Rei, olhando para o alto

GERAÇÃO DE SAMUEL – FERNANDINHO

Eu faço parte de um novo tempo…

MANANCIAL – DIANTE DO TRONO

“Restaura meu ser para o Teu louvor Senhor”

O que é um levita?

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Autor: Anísio Renato de Andrade

DE ONDE ENTÃO VEM O CONCEITO DE “LEVITA”?

Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

De onde então vem o conceito de “levita”? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa “descendente de Levi”, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cro 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

CANTE A CRIAÇÃO – BEREANA LOUVOR E ADORAÇÃO

Adore ao Senhor…

Princípios para louvor e adoração efetivos

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Autor: Joe Pace


Louvor e adoração é um ministério que tem um chamado único e específico. Requer dons e habilidades especiais que são diferentes daqueles de um músico, membro de coral, vocalista, pastor e etc.O Ministro de louvor e adoração é um indivíduo chamado e ungido por Deus para ministrar em Sua Casa, liderando o povo de Deus à Sua presença.

Liderar louvor e adoração podem ser uma das tarefas mais difíceis dentro de uma igreja. Imagine liderar toda uma congregação (lembre-se que alguns estão cansados, doentes, machucados, teimosos, preguiçosos, não são fáceis de ensinar e etc) na presença do Todo-poderoso Deus, em ambos os níveis individuais e congregacionais. Não preciso dizer que é uma tarefa extremamente difícil! Por isso você precisa ser especificamente chamado e ungido para este ministério.

Lembre-se, o momento de louvor e adoração deve ser uma parte ativa, participatória e integral do culto. A congregação não deve ser um espectador, mas deve se tornar um participante ativo.

Abaixo darei uma breve compilação de alguns princípios que eu selecionei e separei em anos de experiências no ministério de louvor e adoração. Eu oro para que estas ferramentas possam reforçar mais e mais o seu ministério de louvor.

As três funções do líder de louvor:

1. Liderar toda a congregação até a presença de Deus
A congregação necessita de ter um encontro sobrenatural com o Pai em todos os cultos.

2. Coordenar e dar cobertura ao grupo de louvor e aos músicos
Tenha certeza de ter um conhecimento básico de música e do ministério dos cantores e músicos que trabalham com você. Quando você está liderando adoração, você é responsável pelo que está acontecendo musicalmente no palco.

3. Preparar a congregação para o tempo de palavra
Tenha certeza de estar em sintonia com a liderança da igreja. Entenda a direção que Deus está dando à sua igreja através da visão do pastor.

A atitude de um líder de louvor

1. Seja entusiasta e positivo. Soria! Deixe seu rosto refletir a Glória e alegria de Deus. Se você não fizer isso, a congregação não fará também.
2. Esteja no comando. Não seja muito tímido. Dê direções firmes. Lembre-se, insegurança destrói a criatividade.
3. Lidere pelo exemplo. Você deve ser o exemplo para um envolvimento mais ativo (aplauda, dê brados, levante as mãos, etc).
4. Seja um encorajador e um exortador. Não pregue! Apenas encorage.
5. Você deve adorar junto com a congregação.

A preparação do líder de louvor

1. Santifique-se;
2. Espere a direção do Senhor;
3. Sustância e exatidão, uma lista categorizada de músicas;
4. Ensaie, ensaie e ensaie!

Pontos práticos para o líder de louvor

1. Conheça seus músicos, cantores e/ou trilhas.

* – Ensaie com os músicos e cantores;
* – Crie sinais com as mãos para que eles possam te seguir.

2. Mudanças no tempo da música.

3. Modulações e novos tons.

4. Direções entre as músicas (repetições de coro e etc).

5. Mudanças na intensidade.

6. Transições entre as músicas.
- Escolha as músicas (com tons apropriados) antes do culto.

7. Não gaste muito tempo falando
- Encoraje o povo enquanto eles adoram (Não assuma que todos sabem o que está acontecendo)
- Você pode facilmente quebrar o fluir durante a adoração falando demais.
- Não bata na cabeça da congregação! Se alguma correção ou exortação precisa ser dada, isto deve ser feito pelo pastor, não por você.

8. Escolha suas músicas com cuidado

* – Atente para desenvolver e completar algo na adoração. Veja a adoração num âmbito geral.
* – Tome cuidado com temas, andamento e mudanças de tom (algumas músicas não podem ser ligadas!).
* – Mantenha um fluir entre as músicas. Não pare tudo depois de cada música. Aprenda medleys ou escolha músicas que possam ser interligadas (musicalmente e espiritualmente)
* – Você está cantando num tom que é confortável para você, mas que não é confortável para a congregação?
* – Músicas de adoração normalmente precisam ser cantadas em tons mais baixos do que músicas de louvor.
* – Não escolha músicas que tem um grande número de palavras e versos para a congregação cantar, ou que tenha grandes “solos”. Você somente irá perder a congregação e eles não irão participar da adoração.
* – Escolha mais músicas do que você precisa (esteja preparado para surpresas)

9. Conheça sua música

* – Não ensaie com a congregação.
* – Não cante músicas com as quais você não está familiarizado! Isto apenas traz confusão e dificulta para a congregação se focar em Deus.
* – Esteja preparado!

10. Dê direcionamentos firmes

* – Você PRECISA liderar. Não a congregação, não o coro, não o grupo de louvor ou os músicos. VOCÊ tem que liderar!
* – Sempre lidere com sua voz. Não fique assustado com a primeira nota e permaneça na melodia o máximo que for possível.
* – Dê direções claras. As pessoas respondem melhor quando eles sabem o que é esperado deles. Seja o que você quer que eles sejam.
* – Esteja um pouquinho à frente dos versos ou coros do louvor e adoração que você está cantando. Algumas vezes, em músicas novas, é bom até falar os versos antes para que a congregação saiba o que está por vir. Você deve liderar com sua voz.
* – Tenha certeza que você está liderando as pessoas para o Senhor e não para você. Lidere de uma maneira que não atraia a atenção para você.
* – Abra os olhos! Mantenha contato visual.

11. Esteja sensível ao fluir e ao timing do Espírito Santo.

* – Não tenha medo de cantar uma estrofe ou um coro várias vezes
* – Não tenha medo do silêncio (Existem diferentes ondas de adoração)
* – Saiba quando uma música já foi cantada o suficiente! Pare!
* – Não se apresse. Dê tempo para o Espírito Santo se mover.
* – Você precisa estar preparado e sensível para o Espírito Santo. Estes dois não são mutuamente exclusivos.
* – Nunca coloque Deus numa caixinha. Ele pode querer fazer algo completamente diferente do que você planejou. (Você pode cantar apenas uma música por todo o período de louvor e adoração! Esteja aberto para isso).
* – Sempre mantenha um olho no pastor. Ele/ela saberão quando algumas coisas estão em ordem e quando não estão.
* – Não tenha medo de mudar a estrutura da música. Talvez permitindo que só as mulheres cantem uma estrofe ou só os homens cantem o coro ou, então, que a congregação cante a capela algumas vezes.
* – Não fique tão “perdido no Espírito” de maneira que você esteja alheio ao que está acontecendo em volta de você.

“Meus filhos não sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para estarem diante dEle, para servi-lO e você deve ministrar a Ele e queimar incenso”. 2 Cr 29:11

Ministrando a Deus ou aos homens?

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Autor: Ramon Tessmann



“…servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens…” (Efésios 6:7).

As dificuldades que um dirigente de louvor confronta enquanto está conduzindo o povo na adoração congregacional são inúmeras. Dentre as mais corriqueiras e mais discutidas entre os líderes e dirigentes está à excessiva preocupação com a aprovação e agrado dos homens no que diz respeito a sua performance. Na verdade, alguns expõem que a dificuldade está no fato de que nos prendemos demais naquilo que nossos olhos enxergam (o povo, o homem) e esquecemos de adorar “em espírito e em verdade” (ou seja, não dirigimos o louvor a Deus, mas ao povo).

Percebo que muitos dirigentes estão com o coração aflito por causa deste problema. Eles estão com a consciência pesada, pois sabem que durante o culto se esquecem (involuntariamente) dAquele que deveria ser o centro de todas as atenções. Alguns já me confessaram totalmente contristados: “Irmão, me ajuda porque eu não consigo me concentrar em Deus, estou muito preocupado com as pessoas!”.

Há algum tempo atrás enfrentei este problema. Sentia-me culpado porque media o sucesso da minha direção na resposta, no “feedback” da igreja. Se eu percebia que o louvor estava fluindo e os irmãos estavam cantando conosco com toda a avidez então concluía que Deus estava “aceitando” a adoração. Se nalgum dia a igreja não estivesse disposta a cantar, então era porque Deus não queria ser louvado, não era dia de louvor, ou seja, os ares espirituais estavam muito tenebrosos (que triste conclusão!).

É um erro pensar que as músicas que agradam as pessoas, são as mesmas músicas que agradam a Deus e são as mesmas que Ele quer ouvir no mesmo momento em que as pessoas querem ouvir. Às vezes, pecamos ao pensar que Deus é apenas mais um na platéia, que a opinião de Deus tem o mesmo peso que a opinião do irmão José. A voz do povo não é a voz de Deus! O povo é o povo e Deus é Deus!

Muitas vezes já falei coisas durante o culto que desagradaram a homens, mas agradaram a Deus. Por outro lado, já falei palavras e cantei músicas para agradar a homens e acabei desagradando a Deus (e por isso me arrependo profundamente). Alguém poderia perguntar: “Então quer dizer que só tenho que cantar e ministrar palavras que desagradam os homens, para agradar a Deus?”. Naturalmente, não. Haverá momentos que o que Deus quer falar vai agradar os homens, vai levar o povo à presença dEle. E aí haverá a tão desejada fluência no louvor, porque a vontade de Deus vai ser valorizada, vai ter peso. Já foi dito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).

O que quero trazer à luz neste artigo é que os dirigentes de louvor devem estar mais preocupados com Deus e sua vontade do que com o que o povo vai pensar ou falar de sua performance. Assim os dirigentes podem ficar mais descansados e em paz, pois fazer a vontade de Deus é infinitamente melhor do que fazer a vontade dos homens. Prefiro ser avaliado e julgado por Deus do que pelos homens. Então, meu irmão, descanse em Deus e se preocupe em ministrar a Ele. Deus é misericordioso, já o povo não tem piedade (Marcos 15:14). Procure agradar a Deus. Quanto aos homens… bem, prepare-se… algumas vezes haverá críticas, insatisfação, desagrados, julgamentos e condenações. Quanto a Deus… Ele estará sorrindo para você!

O Poder do Louvor

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Autor: Prof. Anísio Renato de Andrade



O verdadeiro louvor torna-se um meio pelo qual o poder de Deus opera no meio da igreja. Existem vários fatores que tornam o louvor uma força influente e outros que podem até inutilizá-lo. O poder do louvor se relaciona a vários elementos: seu veículo, seu conteúdo, sua origem, seu propósito e seu agente.

Na maioria das vezes, o louvor tem a música como veículo. Encontra-se aí então um elemento poderoso. A música é uma linguagem universal e tem o poder de influenciar o corpo e a mente das pessoas em qualquer lugar do mundo, em qualquer cultura. Ritmo e melodia exercem influência psicológica, produzindo efeitos físicos diversos. O corpo é induzido ao movimento, de modo quase automático. A mente se torna receptiva quando a música é agradável. Desse modo, sentimentos são estimulados e comportamentos são alterados.

O poder da música explica sua ampla utilização no nosso dia-a-dia, seja nos anúncios comerciais, nos eventos, nas religiões, na política, na didática, nas forças armadas, no futebol, nas terapias, etc.. Com motivo ou sem motivo, com objetivo específico ou por simples prazer, a música está em toda parte em virtude do poder que lhe é inerente.

As forças armadas se utilizam da música para estimular o patriotismo de seus soldados. Os hinos dos times de futebol também conseguem efeito semelhante em suas torcidas. Não é de se estranhar que alguns jogos terminem em guerra. Nas campanhas políticas a música é usada para gravar na memória os nomes dos candidatos, seus números e suas ideologias. O mesmo recurso é usado por alguns professores para que seus alunos guardem fórmulas matemáticas e regras gramaticais.

Ao ouvir uma música, podemos nos lembrar de fatos passados, lugares, pessoas, sentimentos, como se, por um momento, estivéssemos revivendo tudo aquilo.

A música provoca estados emocionais diversos: agitação, calma, romantismo. Pode fazer rir ou chorar.

Acrescentando a tudo isso a letra, a mensagem e o seu significado, teremos o poder musical multiplicado.

A música é algo poderoso e isto é muito sério, pois o seu uso pode ser para o bem ou para o mal. Existem músicas que estimulam a rebeldia, a violência, o vício, o sexo e até mesmo o suicídio. Muitas pessoas têm seu comportamento influenciado pelo tipo de música que ouvem.

Quando trabalhamos com a música dentro da igreja, devemos estar conscientes de que estamos manipulando algo muito poderoso. Precisamos estar atentos para não usarmos a música de um modo que venha estimular o pecado.

O poder do louvor é muito mais do que o poder da música, mas esta abordagem nos permite compreender o princípio da questão. Através do louvor nós influenciamos as pessoas. Que tipo de influência estamos passando?

A música evangélica, quando usada corretamente, é poderosa para a fixação da palavra de Deus, para sua compreensão e para conduzir as pessoas à contrição ou ao júbilo na presença do Senhor. Para ter plena eficácia, nosso louvor precisa ter a unção e o poder do Espírito Santo.

O poder da música foi criado por Deus. Contudo, é um princípio universal e está à disposição de todos. Até o Diabo usa a música para os seus fins escusos. Que nós possamos usá-la para a honra e para a glória do nosso Deus.

Cantai ao Senhor um cântico novo.

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