Fundamentos de Louvor e Adoração: A quem adoramos?

Autor: Asaph Borba

Fundamentos de Louvor e Adoração: A quem adoramos?

Ser um adorador é o que Deus mais deseja que sejamos. Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, essa é uma das mãos pelas quais fomos formados, mas na outra mão Deus nos fez para termos comunhão com ele. E adoração nada mais é do que termos comunhão com Deus.
Ser um adorador é o que Deus mais deseja que sejamos. Deus me chamou e nos chamou para sermos um adorador, Deus te fez para ser um adorador. Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, essa é uma das mãos pelas quais fomos formados, mas na outra mão Deus nos fez para termos comunhão com ele. E adoração nada mais é do que termos comunhão com Deus.
Quando Deus criou o homem no jardim do Éden, o criou para ter comunhão com Deus. Uma comunhão verdadeira, uma comunhão despretensiosa. A adoração começa num lugar secreto, intimo de comunhão com Deus.  Sem essa disposição de estarmos na presença de Deus, não existe seminário de adoração, não existe nenhuma fórmula que se possa ensinar na vida da igreja de como é a verdadeira adoração.
Adoração não tem nenhuma fórmula para se conseguir, a não ser estar na presença do pai, no lugar secreto em intima comunhão com Ele. Adoração é o homem em comunhão com Deus. É Deus no cair da tarde no jardim do Éden visitando o homem e a mulher que ele criou e chamando-os pelo nome. É isso que Deus deseja e essa é a verdadeira adoração a que Deus nos convida.
Precisamos ter um lugar secreto de comunhão com Deus, de intimidade. Um lugar onde ali a nossa vida é gerada, a onde a nossa vida é reformada, a onde a nossa vida é transformada, e curada por Deus. Onde as nossas mazelas, nossos problemas nossos pecados ficam diante do Senhor no seu altar. Isso é adoração.
Começa com essa disposição de desejarmos parar o mundo, parar com a agitação, parar com que estamos fazendo, deixar as coisas passageiras e nos voltarmos para o eterno. 2 Co 4:18: “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.”
Adoração é um convite de Deus para o eterno. Adoração é quando decidimos investir a nossa vida no eterno. E parar para ouvir a voz de Deus, isso é o eterno. Todo o resto é passageiro, tudo tem um fim. Nossa própria vida aqui nesta terra tem um fim.
Em João 4:23: “ Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” Este texto é chave para a vida de adoração da igreja. E o primeiro princípio aqui é que Deus não procura adoração. Deus procura adoradores. Porque a adoração é um produto e adorador é uma maneira de ser. Deus procura o ser que adora e não o produto. O nosso enfoque deve ser no que é ser um adorador.
Existem algumas fórmulas gostosas e boas de como ministrar o louvor, existem coisas que podemos fazer para que melhore tecnicamente a adoração. Mas, a adoração tem a ver com o coração. A igreja tem gasto uma grande parte do seu esforço, de seus recursos, de seu potencial tentando produzir adoração, mas o que Deus mais quer é um coração de adorador. Um coração totalmente dele. O que significa um coração totalmente dele? O que isso significa na nossa vida.
Temos então cinco perguntas para meditarmos:
1. A quem adoramos? 2. Por que adoramos? 3. Aonde adoramos? 4. Quando adoramos? 5. Como adoramos?

Neste texto vamos tratar da primeira pergunta: 1. A quem adoramos?
O primeiro enfoque que a igreja precisa ter é qual o alvo da nossa adoração. Existem muitas pessoas que adoram a adoração. Estão mais envolvidas com o produto, com a música, com o cantar do que com o ser um adorador. E isso acontece porque a igreja tem o foco errado de quem é o alvo da nossa adoração. O que Deus quer ampliar em nossa vida como adoradores: é a quem nós adoramos.
Quando Jesus responde a Satanás na tentação do deserto, Ele diz “ ao Senhor teu Deus adoraras e somente a Ele darás culto”. Aqui Jesus define a quem adoramos: “só ao Senhor teu Deus”. E quando a bíblia enfoca “ só o Senhor teu Deus” ela está incluindo aqui uma trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esse é o nosso alvo, o nosso foco. É para este foco que devemos olhar: é a Deus que nós queremos, é por Ele que somos apaixonados, é a Ele que desejamos adorar. Ele é o alvo da nossa adoração. Ele é o grande “Eu Sou”. Aquele que tem que ser entronizado, que tem que ser constantemente enfocado pela igreja.
Sabem o que é um ídolo? É tudo o que fica entre você e Deus. Idolatria nós pensamos muitas vezes em “santinhos”, amuletos. Idolatria é qualquer coisa que fique entre nós e Deus. Qualquer coisa que tira do foco do “quem é digno de adoração”. Os ídolos deste mundo hoje não são mais feitos de madeira, de bambu ou de gesso. Os ídolos deste mundo atualmente são mais poderosos porque eles roubam o coração, roubam a alma, roubam o espírito, estão roubando o coração de toda uma geração. É preciso que estes ídolos sejam acusados, retirados para que o foco a quem devemos adorar seja ampliado na vida da igreja.
Hoje adoramos um sistema, mas a nossa visão deve ser Deus. O centro de todas as coisas deve ser Deus. A nossa visão, o centro de todas as coisas deve ser a glória de Deus. Todas as outras coisas são estratégias preciosas que Deus nos dá para viver, mas temos que adorar e invocar é a Deus. O Deus Pai, o Deus filho, o Deus Espírito Santo deve ser colocado à frente da igreja em tudo que fazemos, em tudo que nós somos.
Ele é o nosso “quem” e isso só é galgado em nosso coração quando nós conhecemos a Deus.  Não podemos entronizar Deus se não o conhecemos. O que devemos fazer é levar todo irmão, toda irmã, todo novo convertido a ter essa visão pessoal de Deus. É algo que Deus quer gerar no coração de cada um de seus filhos.
É essa visão que sustenta a vida. Quem tem uma visão de Deus de que Ele é o nosso “quem” jamais voltará a trás. Quem tem uma visão clara de Deus em seu coração, a revelação de que Ele é o centro de todas as coisas, que Ele é a razão de todas as coisas. E galgar com Ele nessa comunhão significa que pode desaparecer o mundo em baixo de nós que ficamos agarrado e sustentado na mão de Deus.
Na minha experiência pessoal quando eu estava em Cuba ministrando para os irmãos, recebi a notícia de que minha esposa grávida de oito meses foi assaltada e baleada na frente de nossa casa e estava na UTI. Quando soube da notícia me faltou o chão embaixo. Mas eu tinha uma corda que me segurou e me sustentou que era a minha comunhão com Deus.
Eu tinha certeza que a minha vida e a vida de minha família estavam nas mãos de Deus e que ali eu estava seguro. Eu tinha a corda da fé, do conhecimento da presença de Deus.
E aquilo que o diabo veio para roubar, matar e destruir começou a se fortalecer. É nessas horas que começamos a conhecer mais a Deus. É nas horas mais difíceis que Deus se amplia. Esse “quem” precioso e maravilhoso começa a se ampliar na nossa frente, na hora da luta, das tribulações. Tudo o que é natural acaba, tudo o que confiamos neste mundo acaba, mas quem conhece a Deus jamais será abalado.
E esta situação em que eu estava vivendo foi um milagre atrás do outro. Enquanto eu estava em Cuba, sendo moído, sem poder sair da ilha, sem poder agir por mim mesmo. Eu só podia ficar pendurado no meu “quem” precioso, no meu Deus amado. Esse “quem” que adoramos deve estar na frente das nossas vidas em todos os momentos sejam eles bons ou ruins, nos momentos de dificuldade e até mesmo nos momentos de terror, nos momentos de perseguição.
Conheço irmãos no Oriente médio que a única coisa que lhes resta é essa corda. Perderam tudo por causa da guerra no Iraque. Eu estava nestes dias no Oriente Médio, quando sai às pressas do Líbano para a Ilha de Chipre para poder retornar ao Brasil porque os aeroportos estavam fechados.
Conhecia um irmão Iraquiano que perdeu tudo. Ele saiu de sua casa com a esposa, o filho e caminhou kms e kms com a roupa do corpo, debaixo de bombardeiro. Quando conseguíamos contato com ele, ele dizia: “Eu estou firme. Deus está cuidando de nós.” Nesta situação, ele estava lá adorando com seu alaúde tocando pra Deus. Este é uma pessoa que conhece e que sabe a quem adora.
Adoração não é um fruto de estarmos nos sentindo bem ou mal. É fruto de nós conhecermos a Deus.

Renato’s PG vai virar Site!

Quero agradecer ao Senhor pela boa aceitação que teve o blog “Renato’s PG”, por isso estou indo um pouco mais a frente e investindo em uma nova forma de transmitir algumas idéias sobre o Ministério de Louvor, dicas sobre música e o + importante que é propagar o Reino dos Céus a todas as nações.

Pois é! Em alguns dias estará disponível na net um site bem dinâmico e extrovertido, basicamente com a mesma linha do blog, no entanto com mais espaço e ferramentas para proporcionar aos nossos leitores uma melhor visualização e análise dos conteúdos, além de um novo visual.

Aguardem!

Ah! o endereço do novo site é www.en… depois eu conto rsrsrsrsr

Aguardem!

Música Gospel: Padrões de Deus ou padrão do mundo?

Autor: Ronaldo Bezerra
Observando o que está acontecendo no meio evangélico, podemos perceber que a fé cristã está sendo trocada sutilmente por alguma moda que tenha um colorido cristão e o nome gospel. Na música gospel é onde temos percebido mais estas coisas de que estamos falando. São os grandes shows, a tietagem, faixas com o nome do cantor ou da banda, botons, cantores e bandas que só se apresentam sob cachês extremamente exagerados, são conhecidos como os “pop stars” evangélicos. Esses e outros modismos têm distraído a atenção de jovens, adolescentes e adultos para que não percebam que estão deixando de pregar e viver o real evangelho e então, descubram que estão abraçando valores carnais e mundanos.

Desde que surgiu nos EUA, décadas atrás, através dos negros americanos convertidos ao evangelho de Cristo, a música gospel vem passando por uma grande transformação rítmica e tecnológica. Estúdios modernos e arranjos sofisticados, cantores e músicos aperfeiçoam suas técnicas, mas infelizmente grande parte dessas pessoas estão deixando de lado o principal, o verdadeiro louvor e a mais sincera adoração à Deus. “Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” – Jo 4:24. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos à Deus, sempre, sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” – Hb 13:15.

Esqueceram-se de Jesus e procuram o reconhecimento e a exaltação do público que os ouvem. Alguns querem alcançar o público secular para vender seus discos com a desculpa de “pregar o evangelho ao mundo”, mas omitem Jesus em suas músicas. Alguém precisa lembrá-los que a fé vem pelo ouvir, ou seja, pela pregação da palavra de Cristo. “E assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” – Rm 10:17. Se eles não pregarem a palavra de Cristo, de onde surgirá a fé? Esses artistas do Gospel ignoram que a música é apenas um meio utilizado para conduzirmos o evangelho à mente e ao coração daqueles que não conhecem a salvação em Jesus Cristo.

É triste ir a uma apresentação de um cantor ou banda gospel e presenciar o público exaltar os mesmos com gritos do tipo “Ô ZZZ cadê você, eu vim aqui só pra te ver”. Mais triste ainda, é ver os cantores e bandas aceitando esses louvores. Deveriam exortar o público a enxergar quem é o único que é digno de todo o louvor. “…o louvor, e a glória, e a sabedoria, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” – Ap 7:12.

Para agravar ainda mais a situação, gravadoras e emissoras de rádio praticam uma corrida sem limites em busca do dinheiro. Nos EUA algumas das maiores gravadoras de música gospel são segmentos das grandes gravadoras seculares (elas visam apenas os lucros financeiros).

No Brasil, emissoras de rádio brigam umas com as outras em busca de audiência e a conquista de uma importante fatia do mercado musical. Uma gravadora tenta, em sua própria rádio, omitir o que as outras tocam.

Eventos de mídia são realizados com o intuito de premiarem o melhor cantor, a melhor música, a melhor banda, o melhor vídeo clip… tudo isso perde o sentido quando voltamos a nossa atenção para Jesus e seus ensinamentos. Se o fim de todas essas coisas for o dinheiro, isso chama-se AVAREZA!
“Então, lhes recomendou: tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer AVAREZA; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” – Lc 12:15.
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo malígno e a AVAREZA, que é idolatria… ” – Cl 3:5.
“Seja a vossa vida sem AVAREZA…” – Hb 13:5.

Se o fim de tudo isso for a exaltação do homem, isso chama-se VANGLÓRIA. “Não nos deixemos possuir de VANGLÓRIA, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” – Gl 5:26.
“Nada façais por partidarismo ou VANGLÓRIA, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” – Fl 2:3.

Graças a Deus, ainda existem cantores e bandas que conhecem o verdadeiro sentido do louvor e adoração através da música. Esses dão um verdadeiro testemunho de vida santificada através de letras musicadas.

Se você, de alguma maneira, está envolvido com a música gospel, procure manter distância dos padrões ensinados pelo “mundo” e, busque os padrões de Deus. “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo” – Fl 1:6.

Deus te abençoe!

Agora só as vozes!!!

Autor: Mirella de Barros Antunes


Os vocalistas desempenham um papel muito específico na dinâmica da ministração nos cultos.
A característica principal e indispensável para o grupo vocal é a unidade, a sincronia, no plano espiritual e musical, é importante estar no mesmo espírito, no mesmo ânimo, e no mesmo ritmo.

1. Em sincronia com o Espírito

” O Espírito do senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas novas aos pobres… restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos, a apregoar o ano aceitável do Senhor, e o dia da vingança do nosso Deus, a consolar todos os tristes ” Isaías 61:1e2.

Este Espírito que habita em nós deve nos conduzir na ministração, é ele quem nos revela Jesus e vivifica a palavra cantada.(IICor. 6:3).
Precisamos ter comunhão com Ele através da oração, do estudo da Palavra, e de uma constante linguagem de louvor e ações de graças (Ef. 5: 18 a 20).
Quando estivermos em comunhão com o Espírito as maravilhas de Isaías 61 serão reais no período de louvor.

2. Em sincronia com o dirigente de louvor

Esta sincronia se dá por dois processos:
. Comunhao: sabemos que nosso tempo é precioso por isso aproveite as oportunidades de conhecer e compreender o ministro que dirige o louvor da reunião que você participa. Assuma as cargas, as expectativas, os desafios, as palavras rhema que ardem no coração dele.
Sirva-o como serviria a Jesus (Ef. 6: 5 a 8).
. Atenção: nao se desligue do dirigente de louvor no momento da ministração, siga os seus comandos como ‘Levante suas mãos!’, ‘Com palmas!’, ‘De um grito de júbilo!’, e tantos outros, não faça simplesmente o que der vontade. Nos momentos de cantar para os irmãos olhe também para o povo e durante as orações não fique poupando a voz, participe ativamente! O dirigente está ali para conduzir, então siga-o!

3. Em sincronia com o grupo vocal

Algumas pessoas dizem que é mais fácil cantar um arranjo complexo do que um bom uníssono.
O grupo vocal deve estar em unidade musical e espiritual, é neste “ambiente” que a benção de Deus repousa (Sl.133)
. No plano musical se preocupe em: Afinar os uníssonos: corrija notas, métrica, e letra.
. Timbrar as vozes: o grupo todo deve soar como se apenas uma pessoa estivesse cantando.
. Passar os arranjos: cada voz deve ser assimilada com segurança.
. Expressar a mensagem: use variações de dinâmica, reflita sobre a letra da música, tente trazer á tona a essência musical do cântico em questão.

No plano espiritual se preocupe em:
. Desenvolver amizade: procure construir um relacionamento real, fuja do caminho da superficialidade.
. Fortalecer uns aos outros: pela oração e no compartilhar da Palavra.

No momento da ministração:
. Passe os microfones: isto deve acontecer antes do louvor começar.
. Não isole: mantenha a relação com o grupo, olhe, dance junto…
. Não descubra seu irmão: se houver muitos erros resolva-os no próximo ensaio e não no intervalo entre um cântico e outro.
. Flua no Espírito: não é esta a hora de ficar se estressando com arranjos, de lugar para que a voz do Espírito seja ouvida.

Ministração de Louvor no Culto

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O valor do culto – Mt. 4:10
O momento do culto é o momento da grande celebração ao Senhor. É quando a congregação se reúne para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais. Para ministrarmos diante do Senhor e da congregação precisamos ser eficientes e sensíveis.

Preparação dos ministros – II Tm. 2:15
- Aspecto espiritual – é necessário oração e leitura bíblica diariamente; um jejum semanal; oração e compartilhamento entre o grupo.
- Aspecto musical – é preciso realizar ensaios para que haja entrosamento (iniciar com um texto bíblico e oração).
Ter uma lista definida de cânticos; quando forem novos, providenciar cifras.
Manter a ordem no ensaio evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas que são verdadeiros “ladrões de unção”.
É necessário total concentração durante o ensaio; estar atento às orientações, arranjos, rítmica, métricas, etc.
O tempo do ensaio deve ser também um tempo de ministração.

Repertório – Sl. 96:1
Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente. Cantar o mesmo cântico em todos os cultos pode se tornar cansativo e enfadonho, e as pessoas acabam cantando apenas com a mente.
- Elaborar um repertório adequado ao tipo de reunião, ex: reunião de jovens, evangelismo, ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd, por exemplo;
- Elaborar um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor); Dependendo do tempo dado à ministração dos cânticos não será necessário uma lista extensa de músicas. Estar sensível e atento a isso, e como no tópico anterior, diferenciar o tipo de programação;
- É importante que o período de louvor seja iniciado com cânticos de celebração e de guerra, seguidos de cânticos de adoração. Existe um protocolo, uma ordem para entrarmos na presença de Deus – Sl. 100. Observe:
Acões de Graças (Portas) – Gratidão.
Louvor (Átrios) – Alegria, gritos, música sobre os feitos poderosos de Deus, quem Ele é e o que faz.
Adoração (Lugar santíssimo) – intimidade com Deus, músicas para Ele. Isso pode mudar segundo a orientação do Espírito Santo, mas é necessário ter uma ordem na sequência dos cânticos. Seja sensível!!!

O dirigente – II Cr. 29:27-30
O rei Ezequias estava a frente representando a liderança principal. Os líderes devem ir a frente e ensinar os seus músicos a profetizar!
O dirigente tem uma função importante no processo de culto coletivo. É responsável em conduzir a congregação na adoração ao Senhor. Para isso precisa estar consciente da sua missão e devidamente preparado. Vejamos alguns princípios que facilitarão sua tarefa:

- Dependência do Espírito – antes de tudo, buscar essa dependência geral, total e irrestrita, entendendo que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa na congregação, e dá ao dirigente as diretrizes da reunião – Rm. 8:26-27. Cuidado para não manipular as pessoas!
- Abertura do culto – o dirigente deve tratar o povo com amabilidade, encorajando-o com uma promessa da Palavra, tomar cuidado com a maneira de falar, não ser grosseiro, indelicado, etc. Esse primeiro contato é a chave para o desenvolvimento de uma ministração abençoada e abençoadora.
- Devemos evitar – vícios de palavras, erros de português, “pregações” durante o louvor, interromper a ministração para “ler a Bíblia”, deixar o povo em pé por muito tempo, vestimenta inadequada, tipo roupa justa, transparente, cores chamativas, etc. Lembre-se que o louvor não é para o homem, mas para Deus! As pessoas devem olhar para Ele! Estar atento à aparência – cabelos penteados, dentes escovados, usar desodorante, perfume, etc.
- Sensibilidade – estar atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explorar um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente. Flua!!! A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino. Evitar deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.
- Expressão – está também ligada à inspiração que nasce do nosso tempo diário com o Senhor. A pessoa inspirada tem expressão! A principal fonte de inspiração é a Palavra de Deus. Quanto mais Palavra eu tiver mais inspirado serei. Ao meditar naquilo que canto, o resultado será uma expressão real de vida, que contagiará toda a congregação. Precisamos aprender a meditar naquilo que cantamos para termos uma expresão condizente com a música ministrada. Lembre-se, existem cânticos para Deus de louvor e adoração, cânticos que cantamos uns para os outros, cânticos evangelísticos, etc.

Os músicos – Sl. 33:3
- Expressão – vale para os músicos os mesmos princípios aplicáveis ao dirigente na questão da expressão. Os músicos também têm um papel fundamental no louvor, principalmente o de profetizar com seus instrumentos – II Rs. 3:15.
- Precisam se exercitar nisto em casa, nos ensaios, nos cultos, dando total importância a esse desafio, aprofundando-o cada vez mais – I Cr. 25:1.
- Disciplina – é fruto de maturidade musical. O músico maduro tem conhecimento de suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Por exemplo: chega nos horários marcados, tem cuidado com os equipamentos da igreja, nos ensaios obedece os arranjos apresentados, controla o volume do seu instrumento, nos ensaios e antes de começar o culto, não “desperdiça” unção tocando “outras músicas” (Altar no A.T. era usado para sacrifício. “Palco” é diferente de “altar”), quando o arranjo pede um solo, toca somente o necessário sem se exceder, procura estar em sintonia com tudo o que acontece durante o louvor, ou seja, não é um “alienígena” em cima do púlpito (o não se exceder também se aplica ao grupo vocal).
- Inspiração – a exemplo do dirigente, o músico sempre deve estar inspirado – I Sm. 18:10. O músico inspirado está sempre pronto à participar inclusive com cânticos espirituais (vale para o backing vocal também).

Equipe de Dança
– Sl. 150:1-6; 30:11,12 É uma das maneiras de como podemos expressar o louvor e adoração a Deus.
- Expressão – É importante a expressão facial e corporal, e deve ser condizente com a música que está sendo ministrada.
- Roupas – Estar sempre atento para não chamar à atenção das pessoas. Ser prudente!
- Técnica e estilo – Os que lideram o grupo devem conhecer vários estilos (balé, street dance, etc), lembrando que cada estilo deve ser coerente ao tipo de música. O sincronismo entre o grupo é um fator muito importante.
- OBS: Tomar cuidado para não tornar a dança sensual.

Observando esses princípios básicos estaremos cooperando com o propósito do Pai e seremos grandemente abençoados.

Organizando o ministério de louvor

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Autor:  Raquel Emerick

Infelizmente no meio evangélica, encontramos muitas vezes pessoas extremamente talentosas, mas raramente encontramos excelentes líderes. Precisamos de organização, planejamento, estrutura e estratégias para que um determinado departamento cresça dentro da esfera da igreja local. Este é o segredo. A chave do sucesso de amanhã é planejar e executar, de maneira excelente, o trabalho de hoje.

Por isso, nestes próximos parágrafos estarei passando algumas dicas sobre como organizar as coisas dentro do ministério de música da igreja na qual você é membro. É claro que são somente dicas e não procurei esgotar o assunto. Afinal de contas, cada igreja possui a sua realidade e a melhor maneira para que tudo funcione. Não podemos criar uma simples forma e esperar que ela funcione em todas elas. Mas creio que as dicas que se seguem servirão como ponta-pé inicial.

1) Tenha em mente que o propósito da Organização é a eficiência e eficácia. Não tenha medo de organizar. Não tenha medo de estruturar. Quando há desorganização, há desperdício de recursos e desperdício também de tempo.

2) Estabeleça prioridades. Há um pensamento que foi escrito há vários anos, que diz: “Há somente duas coisas difíceis ao ser humano: A primeira é fazer as coisas em ordem de importância. A segunda é continuar fazendo as coisas em ordem de importância”.

3) Permita uma certa quantia de tempo e recursos para imprevistos. Imprevistos acontecem, mesmo com as pessoas mais precavidas e organizadas.

4) Trabalhe com um projeto de cada vez

a. Faça uma lista dos sonhos, o do que precisa ser feito

b. Priorize de acordo com importância

c. Organize cada projeto

d. Trabalhe em um de cada vez

Para ser um líder eficaz, você precisa desenvolver organização. Não há para onde fugir. Deus pode te usar muito mais quando você planeja, estrutura, cria estratégias e ainda assim consegue confiar no Senhor e deixar que Ele mude.

Sabe de uma coisa? Vejo muitos ministros de louvor que possuem muito da unção de Deus, mas são muito desorganizados. E precisamos desenvolver este lado também, afinal de contas, quando fazemos as coisas de qualquer forma, não estamos sendo bons mordomos daquilo que o Senhor nos deu. Temos que cuidar do que está em nossas mãos com todo o empenho, pois é para o Senhor, e Ele merece o melhor!

· Os Benefícios da Organização

1) Reduz a margem de erro

2) Simplifica o que é difícil

3) É um sinal de quem busca sabedoria (Salomão é nosso exemplo)

O Deus que nós servimos é um Deus de organização. Precisamos aprender com Ele. Sabe, amados, eu era uma pessoa bem desorganizada, e um dia o Senhor me corrigiu, e começou a trabalhar este aspecto dentro de mim. Um determinado dia Ele me disse: “Olha, filha, você ora dizendo que quer ser como Jesus, e sabe de uma coisa? Esta é uma área em que vamos ter que trabalhar um pouco mais!” Para mim foi um pouco estranho, mas comecei a ver na Bíblia o quanto Deus é organizado! Desde a criação – onde Deus separou um dia para criar cada coisa, até a vida de Jesus e as revelações que encontramos em Apocalispe – podemos ver como o Senhor preza por estratégia, planejamento, organização e criatividade. Eu e você podemos aprender do Senhor e aplicar em nossas igrejas, os princípios que vemos na própria Palavra. Estou certa de que quando você fizer isto, verá a diferença que isso gera, pois a organização é uma das facetas do caráter do Nosso Senhor Jesus!

Espero te-lo ajudado. Seja abençoado neste dia!

A serviço do Rei, olhando para o alto

Ensaio de Domingo

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Autor: Equipe Vineyard Music

Série “Cartas para um jovem líder de louvor”

Algumas vezes, o ensaio durante a semana é impossível para a banda de louvor, e você tem que fazer as coisas acontecerem com apenas o ensaio de domingo antes do culto. Aqui estão algumas idéias para otimizar seu curto tempo neste ensaio.

Eu começo o ensaio com uma ou duas músicas que sejam familiares, que tenham um tom e um arranjo familiares para a banda. (Nota: um dos mais comuns pecados do jovem líder de louvor é jogar um monte de novas e difíceis músicas em cima da banda, sem tempo suficiente para ensaiar – um total rearranjo de um tom familiar é como uma música completamente nova se o arranjo ou tom é novo para a banda!).

Se você ficar com muitos arranjos que a banda já conheça por quase todo o período de louvor, você vai se sair bem. Você pode tentar coisas novas no fim do ensaio. Se não, e você tentar ensinar muita coisa nova em muito pouco tempo, o nível de estresse cresce à medida que todos percebem que o tempo está acabando. A conseqüência é que agora eles se sentem desconfortáveis com os arranjos tanto familiares quanto com os novos e com as músicas novas. Você colhe mau planejamento, mau humor da equipe, mau pressentimento sobre o líder de louvor e apenas uma tentativa de liderar a adoração.

Depois de você ter ensaiado umas duas músicas com tom familiar para a banda, e ter passado o som nos retornos necessários, então trabalhe a música que você acha que eles precisam de mais tempo para aprender. Tenha certeza de que você sabe a música “de trás pra frente” , assim você não ficará tropeçando na música enquanto passa para eles.

Você é a âncora da banda para aprenderem a música – eles vão ganhar confiança vinda de você. Toque a música acusticamente uma vez, dê arranjos e idéias, e depois deixe que eles mergulhem nela.

Depois de tudo isso, de acordo com o tempo, comunique rapidamente o arranjo estrutural e o “groove” de cada música (verso, coro, verso, coro, coro). Isto dá segurança à banda e a oportunidade de fazer perguntas.

Se você mantiver o ensaio rolando, e seguir as dicas de preparação de palco, você poderá fazer tudo isto que eu falei em uns 45 minutos. Cheque mais uma vez com a banda para ver se ainda tem alguma questão para ser resolvida, em alguma música. Responda estas perguntas, mesmo que não seja uma dúvida de todos. Isto economiza um grande tempo de um próximo ensaio.

Estas cartas são trechos de notas, e-mails e conversas de líderes de louvor experientes para aqueles que estão começando.

10 Dicas para um bom ensaio vocal

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Autor: Mirella de Barros Antunes

O ensaio deve fazer parte da rotina de todo ministério de música. Algumas pessoas tem uma visao fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.

O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música na casa de Deus seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: “Nós ensaiamos tanto mas nada dá certo!” Talvez o ensaio nao esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que voce chegue no ponto que deseja. Vamos juntos!

1. REGULARIDADE
Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical e comunhao do grupo.

2.TEMPO
Uma duraçao ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se voce quiser fazer um ensaio mais longo de um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.

3.PRESENÇA
A presença no ensaio deve se tornar obrigatória, nao é justo que o grupo todo ensaie e no momento da ministraçao seja prejudicado por um “penetra” nao é ?

4.ESTRUTURA
É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o grupo possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico ( teclado, piano, violao, guitarra) que garanta a afinaçao do grupo.

5. ORAÇAO
É verdade que ensaio é ensaio, nao é hora de estudo bíblico e nem de oraçoes sem fim, mas é importante orar no início do ensaio. Quando estamos trabalhando na obra muitas lutas se levantam precisamos lembrar que nao é contra carne nem sangue que devemos guerrear. Efésios 6:10-18.

6.AQUECIMENTO
Pense na voz como parte de seu organismo. Quando voce abre os olhos de manha, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirao para se exercitar ??? Claro que nao! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiraçao e alguns vocalizes tem esta funçao na técnica vocal. O grupo, ou alguém do grupo, precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.

7.MATERIAL VISUAL
Todo material escrito ajuda na memorizaçao. Se souber escreva os arranjos, se nao souber, registre ao menos a letra e acordes do cântico e distribua cópias. Peça que as pessoas anotem o que está sendo combinado: onde abrir voz, variaçoes de dinâmica, repetiçoes, etc.

8.MATERIAL AUDITIVO
Se voce vai ensaiar músicas já registradas em Cd, leve a gravaçao para que todos ouçam o arranjo original. O desenvolvimento da percepçao musical é imprescindível para o bom cantor.

9. ORGANIZAÇAO
O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos. A equipe deve ser agrupada com alguma lógica: homens e mulheres, por naipes (sopranos, contralto, tenor, baixo), ou da maneira que voce achar melhor, mas faça desta divisao algo automático na cabeça do grupo.

10.PERSEVERANÇA
Tenha paciencia e nao desista. Medite em II Pedro 1: 5-8. O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho nao é vao no Senhor!!!

Músico ou Adorador?

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Autor: Pra. Cristina

O que desejamos realmente, ser reconhecidos como músicos ou mover o coração do nosso Deus através da adoração?

Sabemos que algumas situações tendem a nos afastar do alvo, que é a presença de Deus, porém o que o Pai deseja de cada um de nós é compromisso, sinceridade, amor naquilo que fazemos para Ele.

A música na Igreja tem a finalidade de alcançar corações que não conseguem, muitas vezes, entender uma mensagem falada.

O que é adoração: Adorar a Deus não se limita apenas no momento em que estamos louvando na Igreja, mas ser um adorador filho de Deus, vai muito além do altar.

Muitos tem a concepção de que ser cristão é pegar a Bíblia em determinado horário e ir à Igreja. Mas será que durante todo o tempo, estamos na presença de Deus, adorando-o com nossas atitudes, pensar e agir?

Sabemos que Ele está conosco todo o tempo e contempla todas as coisas e espera de nós uma adoração contínua, pois Ele nos criou pra o louvor da sua glória (Efesios 01:12).

Obediência e Adoração: Josafá, rei de Judá, foi um homem obediente ao Senhor, e mesmo no momento em que todos o consideravam um homem derrotado sendo ele um adorador verdadeiro, ele obedeceu ao Senhor, obteve a vitória e o Nome do Senhor foi glorificado, (IICr 20:01-13).

Temos também o exemplo de alguém que conhecia a Deus e estava bem próximo D’Ele e sabia exatamente como alegrar o seu coração, mas não o fez, preferiu entristecer o coração de Deus com sua desobediência e soberba a ponto de se achar capaz de tomar o lugar do único Deus, digno de toda a glória, honra e louvor, (Is 14:11-20) e vemos que o próprio Deus o derrubou, (Ez. 28:01-16).

Nada entristece mais o coração de Deus do que olhar para o altar e ver apenas um músico que quer ser reconhecido. Ora, a glória é de Deus, o reconhecimento vêm de Deus que derrama sobre nós sua unção e graça, isto sim, deve ser notório em nossas vidas.

Muito antes de sermos bons músicos, devemos ser amigos de Deus, então saberemos o que lhe agrada ou não.

O que é ser músico?
Alguns tendem a ser apenas músicos, se preocupam com toda a técnica e apresentação, mas Deus não quer apenas isso, Ele quer muito mais de você, aliás, ELE QUER VOCÊ! Ele quer você como filho, como amigo e como um adorador!

Músicas belas, corações hipócritas!

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Autor: Ramon Tessmann

“E ele (Jesus), respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7.6).

No texto de Marcos 7.6, constatamos que os fariseus cometiam o pecado do legalismo. Isto quer dizer que eles substituíam com palavras e práticas externas as atitudes internas requeridas por Deus oriundas do “novo nascimento”. Eles falavam palavras sábias e agiam como pessoas justas, mas sua motivação não partia do desejo sincero de obedecer e agradar a Deus. Neste episódio, os fariseus foram chamados hipócritas, isto é, atores, fingidos religiosos, dissimulados. Era assim que Jesus freqüentemente os considerava.

Um bom começo é olhar as músicas que estão sendo cantadas. Já foi dito que as canções que entoamos nos cultos são por demais fantasiosas. Muitas falam de coisas que dificilmente serão postas em prática. São promessas que não serão cumpridas, declarações que não são verdadeiras, pedidos que não representam a vontade de Deus etc. Vamos citar um clássico exemplo. Responda-me com sinceridade: Você poderia viver perfeitamente o que a música abaixo o força a prometer?:

Eu nunca desanimarei, Eu nunca deixarei de confiar em Ti, Sempre estarei em oração Senhor, Minha fé nunca será abalada…

Será que quando um cristão canta esta música, ele está ciente das lutas, tribulações e dúvidas que enfrentará? Será que o cristão continuará firme em oração até o final de seus dias? Será que manterá a promessa de persistir em oração por toda a sua vida? Outro exemplo:

Vivemos em total comunhão, Aqui não existe mágoa, rancor, tristeza, Porque somos totalmente unidos, No amor de Cristo…

Será que estamos preparados para entoar canções como estas em nossas igrejas, sem que um ou outro irmão cante de forma enganosa? Será que realmente não existe mágoa ou tristeza no Corpo de Cristo? Vivemos realmente em total comunhão?

Caro leitor, vale dizer que o problema maior não é as músicas que cantamos, mas a vida que levamos. Isto porque em muitas ocasiões nossa vida não sustenta as palavras que cantamos, ou o sermão que pregamos. É aí que mora o perigo; é aí que está o real problema.

Evidentemente creio que fazemos isto não porque desejamos conscientemente enganar a Deus. Contudo, às vezes falamos a Deus aquilo que achamos que ele quer ouvir, e não o que realmente está em nosso coração. Sem dúvida alguma isso é um tipo de engano. Por isso estes questionamentos acima são extremamente sérios e devem ser tratados com atenção e reflexão. Não estou dizendo que devemos parar de cantar tais tipos de músicas, mas digo que devemos ensinar e ajudar nossos irmãos a viverem os ensinamentos cristãos que estamos cantando.

Às vezes, quando cantamos, oramos ou pregamos, estamos fazendo promessas a Deus sem perceber. Contudo, muitas dessas promessas nunca serão cumpridas. Quantas delas já foram esquecidas? Neste ponto devemos tomar cuidado! Quando lemos o livro de Deuteronômio, vemos que Deus não se agrada deste tipo de atitude:

“Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado.” (Deuteronômio 23.21)

O capítulo 30 de Números deixa claro que Deus requeria do seu povo o cumprimento das promessas feitas a Ele. Deus fez os israelitas verem a seriedade de um voto ou promessa, e mostrou que a falsidade, a mentira e a hipocrisia não têm lugar entre o Seu povo. Que esta lição possa valer para nós atualmente!

O que é um levita?

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Autor: Anísio Renato de Andrade

DE ONDE ENTÃO VEM O CONCEITO DE “LEVITA”?

Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

De onde então vem o conceito de “levita”? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa “descendente de Levi”, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cro 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

A vida devocional de um levita

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Autor: Paulo Rogério Petrizi

“Orar é fundamental para desenvolver a vida com Deus”

Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te apresento a minha oração e vigio. (Salmo 5.3)

I. O Levita e a Oração

A Bíblia não apresenta uma definição de oração. O conceito em si pode ser extraído das muitas experiências dos personagens bíblicos e das exortações de Deus. Eis uma lista de exemplos de orações na Bíblia:

a) Abraão pediu a Deus um herdeiro. Gn 15.2-3.
b) Ana pediu a Deus um filho. 1Sm 1.9-13.
c) Ezequias intercedeu por Jerusalém. 2Rs 19.14-19.
d) Moisés pediu para ver a glória de Deus. Ex 33.18.
e) Salomão pediu sabedoria a Deus. 1Rs 3.5-9.
f) Paulo pediu que Deus removesse sua limitação. 2Co 12.7-10.
g) Davi louvou a Deus pela sua bondade. Sl 100.
h) Maria louvou a Deus por ter sido escolhida para dar à luz o Messias. Lc 1.46-55.
i) Paulo e Silas louvaram a Deus mesmo no sofrimento. At 16.25.
j) Simeão e Ana louvaram a Deus por conhecerem Jesus. Lc 2.25-38.
l) Moisés Abriu seu coração num momento de crise. Nm 11.10-15.
Há muitos outros exemplos de oração nas Escrituras, afinal, uma das principais características de um Homem ou Mulher de Deus é a prática da oração. À luz destes e de outros textos bíblicos, aliste abaixo algumas observações suas do que é a oração para a vida do cristão:

Quanto tempo diário um Levita deve investir em sua vida devocional?

[1]
Num artigo escrito para a Revista Teológica do STBSB o pastor Ed Kivitz faz referência a uma estatística feita nos Estados Unidos que atesta que a média de oração dos pastores era de sete minutos por dia!

[2]
Qual a relação entre a importância que se dá à oração o tipo de ministério que se faz na Igreja?

Vamos terminar este tópico sobre a oração sugerindo que você medite nas promessas que o Senhor nos faz nos seguintes textos: Jeremias 33.3, Isaías 55.6, Jeremias 29.13 e Salmo 50.15.

II. O Levita e o Jejum

Um cristão deve jejuar? Claro que sim! O próprio Senhor Jesus jejuava – em Mateus 4.2 lemos que Ele passou em jejum um período de quarenta dias. O mesmo Senhor incluiu o jejum em suas recomendações no Sermão da Montanha (Mateus 6.16-18) e garantiu que o jejum praticado com a correta motivação trará resultados: [...] “e teu Pai, que vêm em secreto, te recompensará.” (Mateus 6.18).

Sobre o jejum, em Lucas 5.35, Jesus afirmou que após a sua partida os seus discípulos teriam a necessidade de jejuar. O mesmo texto mostra que os discípulos de João Batista faziam freqüentes jejuns. Também o jejum foi citado por Jesus na explicação que deu aos discípulos que não conseguiram lidar com o menino que era atormentado por um espírito demoníaco: [...] “Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.” (Marcos 9.29).

O livro de Atos dos Apóstolos relata a prática do jejum pela liderança da Igreja em Antioquia: “E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” (Atos 13.2-3).

No mesmo livro de Atos, no relato acerca da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé, lemos que antes de escolherem os presbíteros para as Igrejas, os apóstolos promoviam jejuns e orações (Atos 14.23). Além destes apóstolos, a Bíblia nos apresenta uma galeria de homens e mulheres de Deus que praticaram jejuns e orações: Moisés (Êxodo 34.28; Deuteronômio 9.9-18), Davi (2 Samuel 12.16), Esdras (Esdras 8.21-23), Neemias (Neemias 1.4), Ester (Ester 4.16), Daniel (Daniel 9.3), Ana (Lucas 2.37), dentre outros.

Por tudo isto não resta dúvidas que o jejum, junto com a oração, é prática necessária para os crentes poderem crescer espiritualmente e para que a Igreja alcance excelência no exercício de seus ministérios.

III. O Levita e a Palavra de Deus

Leia e transcreva nas linhas abaixo o Salmo 119.18 (esta deve ser a sua oração constante):

Como servos do Senhor temos a necessidade de conhecer o nosso Deus e a sua vontade para as nossas vidas. Por isso é tão fundamental a leitura, estudo, meditação e aplicação da Palavra de Deus.

Depois de uma leitura atenciosa e de uma interpretação correta, o Levita deverá aplicar a Palavra de Deus à sua própria vida (sem este passo ele não poderá se dedicar à ensinar a Palavra a outros).

Leia I Samuel 15.22-23 e explique por que é tão importante conhecer e aplicar a vontade de Deus:

Quando nós conhecemos a Palavra e colocamos em prática seus ensinamentos, estamos trazendo sobre nossas vidas as bênçãos da obediência. Faça uma pesquisa na Palavra acerca das bênçãos da obediência e prepare-se para compartilhar com os irmãos da classe.

[1] Lembro-me de um pastor que ouvi recentemente que afirmou que a qualidade deste tempo é crucial. [2] KIVITZ, Ed René. Quebrando Paradigmas. Em Revista Teológica STBSB, no. 15, 1996, p. 34.

Técnica vocal – parte 05

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Ressonância vocal

Colocação do ar nas cavidades de ressonância: O ar vibra e se coloca de forma diversificada nas cavidades de ressonância, conforme os tons sejam graves, médios e agudos.

Nos graves, o ar sai dos pulmões e vibra na parte anterior do céu da boca, e um pequeno filete vibra nas fossas nasais. O movimento é maior pra fora.

Nos médios, o ar divide-se igualmente para as fossas nasais e o céu da boca, vibrando com mais intensidade na parte posterior deste. O movimento é para dentro e para fora.

Nos agudos, o ar vibra nas cavidades da cabeça, seios paranasais, nariz e seio frontal. O movimento é mais para dentro. É a chamada “voz de cabeça” ou falsete.

Segue figura que ilustra essas ressonâncias:

A – As linhas indicam a divisão do ar na ressonância palatal, na tessitura mais grave das vozes masculinas e femininas.
B – As linhas indicam a divisão do ar na tessitura média.
C – As linhas indicam a divisão do ar na ressonância da cavidade da cabeça, na tessitura aguda.

1 – Ressonância no seio frontal.

Timbre, Intensidade e Altura:

Timbre é a qualidade vocal, aquilo que caracteriza uma voz conferindo-lhe personalidade, diferenciando-a das demais. Não há timbres iguais, apenas semelhantes; é a identidade vocal.

Intensidade é a qualidade que diferencia a voz forte da voz fraca e depende da amplitude de vibração das cordas vocais, da emoção e vontade de quem canta.

Altura é a qualidade que diferencia a voz grave da aguda. A altura da voz depende da extensão e espessura, ou massa das cordas vocais.

Para exercitar as cordas vocais e perceber sua ressonância, faça vocalizações, cante pequenas frases com vogais ou Larará, como você quiser, explorando os graves, médios e agudos de sua voz, respirando bem e apoiando como o diafragma, com o abdômen retraindo devagarinho.

Faça-o concentradamente para perceber a ressonância do som nas cavidades como na figura dada. Se você conhece música, pode trabalhar com as escalas, cantar as notas dos acordes maiores e menores indo e voltando, acordes com 7M, 7, 6, 5#, 4 , 4#, é um ótimo exercício para afinação, toque as notas seguidas dos acordes e as repita.

Técnica vocal – parte 03

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Respiração

O controle da respiração é fundamental para quem quer cantar ou atuar. Será que você está aproveitando toda a sua capacidade respiratória?

Na inspiração, o tórax se alarga e o diafragma, contraído, fica numa posição baixa. Isto permite que o ar entre naturalmente em nosso corpo. Quando a musculatura relaxa, encolhendo o tórax e elevando o diafragma, o ar sai (expiração).

Para a produção da voz, porém, é importante pensar na inspiração e na expiração como sendo um mesmo processo, um único movimento. O alargamento do tórax deve ser aproveitado ao máximo enquanto se produz o som – o cantor está sempre numa atitude de inspiração, mantendo assim o tóxax aberto e o diafragma abaixado. Nesta condição, ele tem todo o controle (apoio) necessário à produção do canto. A cada nova frase cantada, o processo se repete: o tórax encolhe para expulsar o resto de ar “antigo” e imediatamente expande, trazendo novo suprimento de ar para se produzir a próxima frase.

Observação: Note que mudanças na sua rotina – como dormir mais tarde do que o costume, uma gripe forte, uma situação estressante, etc. – podem afetar significativamente o seu desempenho. Quando isto ocorrer, não desanime: use esta constatação a seu favor, ampliando a sua capacidade de auto-conhecimento. Saber como funciona o seu corpo é fundamental para quem quer cantar!

Exercício 1

Inspirar expandindo o tórax. Você deve sentir o alargamento das costelas flutuantes, mais ou menos na altura da cintura. NÃO LEVANTE OS OMBROS NEM ESTUFE O PEITO! Cuide também para que a musculatura do pescoço não esteja tencionada. Sustentar por alguns segundos (pausa) e expirar esvaziando totalmente (sanfona).

Exercício 2

Repetir o ex. 1, desta vez fazendo o som “SSSSS…” (contínuo) durante a expiração. Procure manter o som homogêneo, estável, sem variação de intensidade, e durante um tempo confortável, sem exageros.

Exercício 3

Repetir o ex. 1, agora fazendo sons bem curtos em “S” (stacatto). A cada som corresponde uma expansão do tórax (como se quisesse alargar ainda mais a cintura).

Exercício 4

Alternar os exercícios 2 e 3: S – S – S – S – SSSSSSSSS (stacatto / contínuo).

Exercício 5

Repetir os exercícios com os sons de “CH” e depois com “F”. Marque o tempo confortável para manter um som contínuo, homogêneo, sem oscilações (SSS, CH, FFF). A partir deste tempo básico, comece a tentar aumentar sua capacidade, mas sem perder a qualidade.

Exercício 6

Inspire lentamente enquanto caminha cinco passos. Observe sempre o alargamento natural do tórax. Quando for dar o sexto passo, comece a fazer um som com a boca fechada (bocachiusa): Hummmmm….. durante os próximos cinco passos. Atenção: use a região média de sua voz – ou seja, o som não deve ser nem muito grave nem muito agudo. No sexto passo, “jogue fora” o ar que restou e recomece o processo – volte a inspirar lentamente e repita o ciclo.

Exercício 7

Parecido com o anterior, mas em vez de “hummmmm”, conte de 1 até 5, dizendo um número para cada passo. Atenção: use a região média de sua voz.

Exercício 8

Mantenha os cinco passos para inspirar, mas tente variar o tempo de expiração – por exemplo, você pode ir acrescentando dois passos de cada vez. É uma boa maneira de monitorar o seu progresso.

(Dados obtidos em Teatro Evangélico.com.br )

Técnica vocal – parte 02

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O Pré-Aquecimento Vocal

O que é pré-aquecimento vocal?

É como o nome já diz, um aquecimento prévio da voz ou simplesmente a preparação da voz para o seu uso por um tempo prolongado e intenso.

Podemos aquecer nossa voz através de sons que irão “massagear” nossas pregas vocais (que são músculos), que como todo músculo, precisa ser preparada e aquecida antes de serem utilizadas na sua plenitude.

Lembre-se que este pré-aquecimento pode (e deve) ser feito não só pelos cantores, mas também por todos os profissionais da voz, ou seja, todas as pessoas que trabalham falando.

EXERCÍCIO 1:

1) Inspire (armazenando o ar na região abdominal, como vocês já aprenderam) até que a barriga esteja repleta de ar.

2) Agora solte o ar aos pouco utilizando o som:

Prrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr……

Observe que neste exercício a língua deve vibrar bastante!!!! Caso a sua língua não vibre e você esteja forçando para emitir este som, PARE! Pois estará fazendo da forma errada.

Mas se você conseguiu emitir o som com a vibração constante da língua, repita este exercício todos os dias pelo menos durante 10 minutos.

Se for cantar em uma apresentação ou videokê ou ensaiar com sua banda por muito tempo, pré-aqueça sua voz durante 20 minutos (no mínimo) antes de começar a cantar.

Pode-se também utilizar outras consoantes que possibilitarão o mesmo efeito como, por exemplo, o som:

Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr…

Como se você fosse imitar o som do telefone (TRRRRRIM!!!), mas lembrando de prolongar bastante os erres (RRRR…) até acabar o ar.

EXERCÍCIO 2:

Depois de já haver treinado bastante e já estar emitindo os sons PRRRR… e TRRRR… Sem falhas ou interrupções, vamos repetir o exercício anterior com uma diferença:

No final de cada som iremos acrescentar as vogais A, E, I, O, U.

Exemplo1:

PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!

Exemplo2:
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!

IMPORTANTE!!!

* Assim como nos exemplos acima, o som que você estiver produzindo para pré-aquecer, deverá estar no mesmo volume, intensidade e tom.

= ***NÃO BRINQUE COM ESTE EXERCÍCIO FAZENDO SONS MUITO AGUDOS, MUITO GRAVES OU MISTURANDO OS DOIS TONS. ***

* Repita os exercício SEMPRE no seu tom natural.

Como fazer para identificar o seu tom natural?
É simples, o seu tom natural é aquele que você emite sem “forçar a garganta”, é um som natural que sai sem esforço nenhum, como se você estivesse falando.

* Se você não conseguiu fazer estes exercícios até acabar o ar armazenado (sem utilizar o ar de reserva, certo???), ou seja, você começou bem, mas no meio do exercício o som falhou,

Pare! Respire fundo por 3 vezes, relaxe um pouco e só então recomece.

É muito comum, no início, não conseguirmos emitir estes sons até o final, pois se trata de sons que nós não estamos habituados a produzir, mas com o treino diário, fica cada vez mais fácil, acreditem!!!

(Dados obtidos em Teatro Evangélico.com.br )

Técnica vocal – parte 01

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Dicas e Dúvidas iniciais para a função vocal.

Postura de Cantor

A postura é muito importante para o cantor, pois apesar de termos que ficar bem à vontade e descontraídos, temos também de observar alguns pontos importantes tais como:

• Pés paralelos na direção dos ombros
• Braços e ombros relaxados
• Coluna reta

Observando também que como utilizamos a respiração diafragmática, devemos deixar a região abdominal livre para que o diafragma funcione tranqüilamente.

Procurar seguir estes passos não significa que devamos ficar parados nesta posição para que tenhamos um bom resultado, mas ficarmos soltos, relaxados e principalmente nos sentirmos bem e à vontade quando estamos cantando, pois cantar tem que ser sempre prazeroso.

Podemos também cantar sentados observando a postura reta deixando o diafragma livre para funcionar bem.

Movimento das Pregas Vocais

As pregas vocais fazem o movimento abre-fecha, ou seja, quando estamos calados elas estão abertas (momento da respiração) e quando falamos ou cantamos elas se fecham (momento da fonação) infelizmente elas não fazem somente estes movimentos, mas também se chocam quando são submetidas a abusos vocais como: gritos, pigarreios e tosses excessivos, utilizar tons graves ou agudos demais, praticar esportes falando, competição sonora, etc… Estes choques podem prejudicar demasiadamente as pregas vocais.

Eu cuido bem da minha voz???

Responda as questões a seguir como uma forma de auto-avaliação sobre o cuidado que você tem com sua voz.

1. Você percebe se ao final de um dia de trabalho (ou apresentação) sua voz está mais fraca?

2. Você canta em diversos tons?

3. Quando você canta, leciona ou fala em público, suas veias ou músculos do pescoço saltam?

4. Você sente dores na região do pescoço?

5. Após cantar você sente dor de cabeça?

6. Quando você canta acompanhando um cd, por exemplo, você segue sempre o tom do cantor?

7. Você canta freqüentemente?

8. Você canta ou ensaia durante horas seguidas?

9. Você tem resfriados freqüentes?

10. Você fuma?

11. Você pigarreia muito?

12. Você tem alergia das vias respiratórias?

13. Você tem faringite, amigdalite ou laringite freqüentes?

14. Você se auto-medica quando tem problemas na voz? 15. Você tem dificuldades digestivas? (azia, úlcera, refluxo gastresofágico)

OBS:
• SE VOCÊ MARCOU MAIS QUE 4 ITENS FIQUE ATENTO E PROCURE TOMAR ALGUMA PROVIDENCIA NO SENTIDO DE MODIFICAR SEUS HÁBITOS.

• SE VOCÊ MARCOU MAIS DE 6 ITENS PROCURE UM ESPECIALISTA PARA QUE ELE AVALIE O ESTADO DE SUAS PREGAS VOCAIS, POIS COM ESTES SINTOMAS VOCÊ JÁ TEM QUE FICAR ATENTO PARA QUE NÃO OCORRA PROBLEMAS MAIORES FUTURAMENTE.

Quais as conseqüências que os abusos vocais podem me causar?

Estes abusos podem provocar alterações como:

o Calos vocais
o Nódulos
o Pólipos
o Edemas
o Fendas

Dentre outras alterações ocasionadas pelas constantes formas de abuso vocal.

Qual o primeiro passo a ser tomado para cuidar da minha voz?

A primeira providência a ser tomada é a consulta a um especialista, o OTORRINOLARINGOLOGISTA, que é o médico que poderá detectar se há ou não alguma alteração no seu aparelho fonador. A partir do diagnóstico feito pelo Otorrinolaringologista, se necessário o médico indicará o tratamento para a correção de tais alterações com outro especialista, o FONAUDIÓLOGO, que fará a correção destes problemas através de exercícios.

Que tipo de exame é feito para detectar alterações no meu aparelho fonador?

Um primeiro e importantíssimo exame a ser feito e que é rápido e indolor, é a LARINGOSCOPIA, que é o exame médico das cordas vocais. À partir deste exame se o médico julgar necessário, solicitará outros exames mais específicos.

Estes cuidados servem para todos ou apenas para os cantores?

“As normas de cuidados com a voz devem ser seguidas por todos, particularmente por aqueles que utilizam mais a voz ou que apresentam tendências a alterações vocais. Esses são chamados de Profissionais da Voz, ou seja, professores, atores, cantores, locutores, apresentadores, advogados, telefonistas, telemarketing, vendedores, palestristas, dentre outros. Entretanto muitos destes profissionais muitas vezes por falta de tempo para se dedicar ao cuidado de sua voz, podem estar cultivando um distúrbio vocal decorrente do abuso ou mal uso da voz”. 

(Dados obtidos em Teatro Evangélico.com.br)

Levitas de excelência

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Autor: Pra. Nyna – Projeto Vida

Os levitas foram chamados e separados para servir. Servir e adorar em unidade. Servir a Deus, à Casa de Deus, ao povo de Deus, a seus líderes, sem murmurar. Tudo o que faz é com coração inclinado para Deus, com a vida correta e com disposição ministrada pelo Espírito Santo.No Ministério Levítico não existe oportunidade, existe “chamamento”. E esse chamamento envolve saber que só se tem uma vontade: fazer a vontade de quem o legitimou. Obras da carne não são próprios de um Levita de Excelência. Eis o que lhe é próprio: bondade, mansidão, temperança, amor, alegria. E esta alegria não é apenas um estado da alma. É gozo, um Fruto do Espírito. Não é condição física, é uma atitude espiritual. Alegria não é resultado de uma conquista, mas sim estratégia para vitória. Não produzimos uma alegria. Recebemos. O levita tem facilidade de receber, pois é sensível, é apaixonado por Deus. A obediência é uma de suas principais características, pois, sabe que aqueles que não obedecem assinam o óbito. (I Sm 15:22b).

 

Princípios para louvor e adoração efetivos

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Autor: Joe Pace


Louvor e adoração é um ministério que tem um chamado único e específico. Requer dons e habilidades especiais que são diferentes daqueles de um músico, membro de coral, vocalista, pastor e etc.O Ministro de louvor e adoração é um indivíduo chamado e ungido por Deus para ministrar em Sua Casa, liderando o povo de Deus à Sua presença.

Liderar louvor e adoração podem ser uma das tarefas mais difíceis dentro de uma igreja. Imagine liderar toda uma congregação (lembre-se que alguns estão cansados, doentes, machucados, teimosos, preguiçosos, não são fáceis de ensinar e etc) na presença do Todo-poderoso Deus, em ambos os níveis individuais e congregacionais. Não preciso dizer que é uma tarefa extremamente difícil! Por isso você precisa ser especificamente chamado e ungido para este ministério.

Lembre-se, o momento de louvor e adoração deve ser uma parte ativa, participatória e integral do culto. A congregação não deve ser um espectador, mas deve se tornar um participante ativo.

Abaixo darei uma breve compilação de alguns princípios que eu selecionei e separei em anos de experiências no ministério de louvor e adoração. Eu oro para que estas ferramentas possam reforçar mais e mais o seu ministério de louvor.

As três funções do líder de louvor:

1. Liderar toda a congregação até a presença de Deus
A congregação necessita de ter um encontro sobrenatural com o Pai em todos os cultos.

2. Coordenar e dar cobertura ao grupo de louvor e aos músicos
Tenha certeza de ter um conhecimento básico de música e do ministério dos cantores e músicos que trabalham com você. Quando você está liderando adoração, você é responsável pelo que está acontecendo musicalmente no palco.

3. Preparar a congregação para o tempo de palavra
Tenha certeza de estar em sintonia com a liderança da igreja. Entenda a direção que Deus está dando à sua igreja através da visão do pastor.

A atitude de um líder de louvor

1. Seja entusiasta e positivo. Soria! Deixe seu rosto refletir a Glória e alegria de Deus. Se você não fizer isso, a congregação não fará também.
2. Esteja no comando. Não seja muito tímido. Dê direções firmes. Lembre-se, insegurança destrói a criatividade.
3. Lidere pelo exemplo. Você deve ser o exemplo para um envolvimento mais ativo (aplauda, dê brados, levante as mãos, etc).
4. Seja um encorajador e um exortador. Não pregue! Apenas encorage.
5. Você deve adorar junto com a congregação.

A preparação do líder de louvor

1. Santifique-se;
2. Espere a direção do Senhor;
3. Sustância e exatidão, uma lista categorizada de músicas;
4. Ensaie, ensaie e ensaie!

Pontos práticos para o líder de louvor

1. Conheça seus músicos, cantores e/ou trilhas.

* – Ensaie com os músicos e cantores;
* – Crie sinais com as mãos para que eles possam te seguir.

2. Mudanças no tempo da música.

3. Modulações e novos tons.

4. Direções entre as músicas (repetições de coro e etc).

5. Mudanças na intensidade.

6. Transições entre as músicas.
- Escolha as músicas (com tons apropriados) antes do culto.

7. Não gaste muito tempo falando
- Encoraje o povo enquanto eles adoram (Não assuma que todos sabem o que está acontecendo)
- Você pode facilmente quebrar o fluir durante a adoração falando demais.
- Não bata na cabeça da congregação! Se alguma correção ou exortação precisa ser dada, isto deve ser feito pelo pastor, não por você.

8. Escolha suas músicas com cuidado

* – Atente para desenvolver e completar algo na adoração. Veja a adoração num âmbito geral.
* – Tome cuidado com temas, andamento e mudanças de tom (algumas músicas não podem ser ligadas!).
* – Mantenha um fluir entre as músicas. Não pare tudo depois de cada música. Aprenda medleys ou escolha músicas que possam ser interligadas (musicalmente e espiritualmente)
* – Você está cantando num tom que é confortável para você, mas que não é confortável para a congregação?
* – Músicas de adoração normalmente precisam ser cantadas em tons mais baixos do que músicas de louvor.
* – Não escolha músicas que tem um grande número de palavras e versos para a congregação cantar, ou que tenha grandes “solos”. Você somente irá perder a congregação e eles não irão participar da adoração.
* – Escolha mais músicas do que você precisa (esteja preparado para surpresas)

9. Conheça sua música

* – Não ensaie com a congregação.
* – Não cante músicas com as quais você não está familiarizado! Isto apenas traz confusão e dificulta para a congregação se focar em Deus.
* – Esteja preparado!

10. Dê direcionamentos firmes

* – Você PRECISA liderar. Não a congregação, não o coro, não o grupo de louvor ou os músicos. VOCÊ tem que liderar!
* – Sempre lidere com sua voz. Não fique assustado com a primeira nota e permaneça na melodia o máximo que for possível.
* – Dê direções claras. As pessoas respondem melhor quando eles sabem o que é esperado deles. Seja o que você quer que eles sejam.
* – Esteja um pouquinho à frente dos versos ou coros do louvor e adoração que você está cantando. Algumas vezes, em músicas novas, é bom até falar os versos antes para que a congregação saiba o que está por vir. Você deve liderar com sua voz.
* – Tenha certeza que você está liderando as pessoas para o Senhor e não para você. Lidere de uma maneira que não atraia a atenção para você.
* – Abra os olhos! Mantenha contato visual.

11. Esteja sensível ao fluir e ao timing do Espírito Santo.

* – Não tenha medo de cantar uma estrofe ou um coro várias vezes
* – Não tenha medo do silêncio (Existem diferentes ondas de adoração)
* – Saiba quando uma música já foi cantada o suficiente! Pare!
* – Não se apresse. Dê tempo para o Espírito Santo se mover.
* – Você precisa estar preparado e sensível para o Espírito Santo. Estes dois não são mutuamente exclusivos.
* – Nunca coloque Deus numa caixinha. Ele pode querer fazer algo completamente diferente do que você planejou. (Você pode cantar apenas uma música por todo o período de louvor e adoração! Esteja aberto para isso).
* – Sempre mantenha um olho no pastor. Ele/ela saberão quando algumas coisas estão em ordem e quando não estão.
* – Não tenha medo de mudar a estrutura da música. Talvez permitindo que só as mulheres cantem uma estrofe ou só os homens cantem o coro ou, então, que a congregação cante a capela algumas vezes.
* – Não fique tão “perdido no Espírito” de maneira que você esteja alheio ao que está acontecendo em volta de você.

“Meus filhos não sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para estarem diante dEle, para servi-lO e você deve ministrar a Ele e queimar incenso”. 2 Cr 29:11

Ministrando a Deus ou aos homens?

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Autor: Ramon Tessmann



“…servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens…” (Efésios 6:7).

As dificuldades que um dirigente de louvor confronta enquanto está conduzindo o povo na adoração congregacional são inúmeras. Dentre as mais corriqueiras e mais discutidas entre os líderes e dirigentes está à excessiva preocupação com a aprovação e agrado dos homens no que diz respeito a sua performance. Na verdade, alguns expõem que a dificuldade está no fato de que nos prendemos demais naquilo que nossos olhos enxergam (o povo, o homem) e esquecemos de adorar “em espírito e em verdade” (ou seja, não dirigimos o louvor a Deus, mas ao povo).

Percebo que muitos dirigentes estão com o coração aflito por causa deste problema. Eles estão com a consciência pesada, pois sabem que durante o culto se esquecem (involuntariamente) dAquele que deveria ser o centro de todas as atenções. Alguns já me confessaram totalmente contristados: “Irmão, me ajuda porque eu não consigo me concentrar em Deus, estou muito preocupado com as pessoas!”.

Há algum tempo atrás enfrentei este problema. Sentia-me culpado porque media o sucesso da minha direção na resposta, no “feedback” da igreja. Se eu percebia que o louvor estava fluindo e os irmãos estavam cantando conosco com toda a avidez então concluía que Deus estava “aceitando” a adoração. Se nalgum dia a igreja não estivesse disposta a cantar, então era porque Deus não queria ser louvado, não era dia de louvor, ou seja, os ares espirituais estavam muito tenebrosos (que triste conclusão!).

É um erro pensar que as músicas que agradam as pessoas, são as mesmas músicas que agradam a Deus e são as mesmas que Ele quer ouvir no mesmo momento em que as pessoas querem ouvir. Às vezes, pecamos ao pensar que Deus é apenas mais um na platéia, que a opinião de Deus tem o mesmo peso que a opinião do irmão José. A voz do povo não é a voz de Deus! O povo é o povo e Deus é Deus!

Muitas vezes já falei coisas durante o culto que desagradaram a homens, mas agradaram a Deus. Por outro lado, já falei palavras e cantei músicas para agradar a homens e acabei desagradando a Deus (e por isso me arrependo profundamente). Alguém poderia perguntar: “Então quer dizer que só tenho que cantar e ministrar palavras que desagradam os homens, para agradar a Deus?”. Naturalmente, não. Haverá momentos que o que Deus quer falar vai agradar os homens, vai levar o povo à presença dEle. E aí haverá a tão desejada fluência no louvor, porque a vontade de Deus vai ser valorizada, vai ter peso. Já foi dito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).

O que quero trazer à luz neste artigo é que os dirigentes de louvor devem estar mais preocupados com Deus e sua vontade do que com o que o povo vai pensar ou falar de sua performance. Assim os dirigentes podem ficar mais descansados e em paz, pois fazer a vontade de Deus é infinitamente melhor do que fazer a vontade dos homens. Prefiro ser avaliado e julgado por Deus do que pelos homens. Então, meu irmão, descanse em Deus e se preocupe em ministrar a Ele. Deus é misericordioso, já o povo não tem piedade (Marcos 15:14). Procure agradar a Deus. Quanto aos homens… bem, prepare-se… algumas vezes haverá críticas, insatisfação, desagrados, julgamentos e condenações. Quanto a Deus… Ele estará sorrindo para você!